Ataques russos contra oposição síria ajudam Estado Islâmico, diz secretário britânico

Obama afirma que é preciso avanço mais rápido contra EI

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DA REDAÇÃO, COM YAHOO – O secretário das Relações Exteriores da Grã-Bretanha, Philip Hammond, disse, na última semana, que a insistência da Rússia em concentrar a maior parte de seus ataques aéreos na Síria contra forças da oposição em vez do Estado Islâmico tem ajudado os jihadistas a avançar.

A Rússia, um dos aliados do presidente sírio, Bashar Al-Assad, está realizando uma campanha de ataques aéreos que Moscou diz ter como alvo militantes do Estado Islâmico, mas que também apoia forças de Assad.

“A maior parte dos ataques aéreos russos continua a visar forças da oposição síria, em vez do Estado Islâmico”, disse Hammond ao Parlamento.

“Com nossos parceiros da aliança, incluindo os Estados Unidos, iremos continuar a pedir em todas as oportunidades para os russos focarem os tiros somente no Estado Islâmico. É inaceitável que ação russa esteja enfraquecendo a oposição, logo, dando vantagem às forças do Estado Islâmico, as quais dizem estar lutando contra”, acrescentou.

Na cúpula do G20 no mês passado na Turquia, o presidente russo, Vladimir Putin, disse ao premiê britânico, David Cameron, que buscava fazer mais para focar nos esforços russos de combate ao Estado Islâmico, disse uma fonte do escritório de Cameron.

Obama pede ofensiva
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que é preciso um avanço mais rápido contra militantes do Estado Islâmico, convocando os aliados a aumentarem suas contribuições militares aos esforços da coalizão para destruir o grupo no Iraque e na Síria.

Em entrevista no Pentágono, Obama disse que tinha encarregado o secretário de Defesa Ash Carter a uma viagem ao Oriente Médio para garantir mais contribuições militares para o combate da coalizão contra o grupo também conhecido como Isil.

O presidente enumerou uma lista de realizações alcançadas pelos EUA e seus aliados contra o grupo: o Estado Islâmico perdeu faixas significativas do território que controlava no Iraque e na Síria, e os líderes estavam sendo procurados um por um.

“Os líderes do Isil não podem se esconder e nossa próxima mensagem para eles é simples: ‘você é o próximo’”, afirmou ele.

A coalizão também está tendo como alvos caminhões petroleiros, poços e refinarias do Estado Islâmico. “Estamos atingindo o Isil mais do que nunca”, disse o presidente.

Obama, um democrata, tem sido criticado pelos republicanos por não fazer o suficiente para combater o Estado Islâmico, em particular desde os ataques de 13 de novembro em Paris, que mataram 130 pessoas e foram assumidos pelo Estado Islâmico, e do tiroteio de 2 de dezembro em San Bernardino, na Califórnia. As autoridades acreditam que o casal que matou 14 pessoas no ataque foi inspirado por militantes islâmicos.

A Casa Branca tem procurado rebater os críticos, destacando os progressos realizados desde a ascensão rápida do Estado Islâmico no Iraque e na Síria, há mais de um ano.