Ativista Greta Thunberg é a personalidade do ano, segundo a ‘Time’

Chamada de “pirralha” por Bolsonaro, adolescente sueca é a pessoa mais jovem a receber título individualmente

0
1770
Segundo a publicação, Greta é “uma adolescente comum que, a partir da sua coragem de falar a verdade para poderosos, se tornou o ícone de uma geração” (Foto: Parlamento Europeu)

Símbolo da luta por mudanças nas políticas ambientais, a ativista adolescente Greta Thunberg foi apontada pela Revista Time como a ‘Personalidade de 2019’. A sueca de 16 anos é a mais jovem a receber esta honraria, que premia personalidades que se destacam em suas atividades. O título já foi concedido a nomes como Donald Trump (2016), Papa Francisco (2013), Martin Luther King Jr. (1963) e Adolf Hitler (1938).

Chamada de “pirralha” pelo presidente Jair Bolsonaro, após fazer críticas ao desmatamento ilegal no Brasil e matança de indígenas, Greta tem percorrido o mundo cobrando dos políticos mais ações contra as mudanças climáticas. Ela está em Madri, onde acontece uma conferência mundial das Nações Unidas sobre o Clima, e – em seu discurso diante de autoridades de 60 nações – acusou os líderes mundiais, de terem “roubado a infância com palavras vazias e promessas falsas” no que diz respeito ao meio ambiente.

Para a revista Time, o grande mérito da sueca é inspirar os jovens a lutar por um mundo melhor. De fato, na semana passada, ele foi a mais aplaudida em uma manifestação que reuniu cerca de 500 mil pessoas na capital da Espanha. Na ocasião, ela também criticou o presidente norte-americano, Donald Trump, pela saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris.

Greta surgiu no radar mundial quando protestava, muitas vezes sozinha, em frente ao parlamento de Estocolmo. Seu movimento, ainda que tímido, mobilizou outros adolescentes e provocou, em vários países, greves escolares por um clima melhor. Para discutir meio ambiente, ela acabou sendo recebida por autoridades, como o secretário-geral da ONU e o Papa Francisco. “Ela é uma adolescente comum que, a partir da sua coragem de falar a verdade para poderosos, se tornou o ícone de uma geração”, acrescenta a publicação.

Portadora da síndrome de Asperger, um dos transtornos do espectro do autismo, Greta chegou a ser apontada como a possível vencedora do prêmio Nobel da Paz, o que não aconteceu.