Ativistas veem melhoria no tratamento a imigrantes, mas clamam por reforma imigratória

Em manifesto, ativistas de causas imigratórias pedem ao Congresso e ao presidente Biden que coloquem a reforma novamente em pauta

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Imigrantes querem mais do governo Democrata (Foto Flickr)

Os imigrantes que vivem hoje indocumentados nos Estados Unidos celebraram a vitória de Joe Biden, que tem a maioria no Congresso e na Câmara, na esperança de que algo fosse feito para eles. Mas em um ano de governo pouco foi feito nessa área. “O presidente e os congressistas precisam de boa vontade política para colocar a reforma imigratória novamente em pauta”, afirmam ativistas da causa imigratória em manifesto divulgado na sexta-feira (21).

“Se eles não fizerem nada agora, os eleitores que têm familiares imigrantes e que os elegeram, vão se lembrar disso nas urnas”.

A diretora executiva da Coalition for Human Immigrant Rights, Angelica Salas, lembra que, no primeiro dia de governo, Biden apresentou o U.S. Citizenship Act. “Ele apresentou uma reforma imigratória abrangente, mas sem qualquer estratégia para que fosse aprovada. Um ano depois, a reforma continua sendo um sonho”, comenta.

Os ativistas, no entanto, reconhecem que Biden mudou a retórica agressiva de seu antecessor ao tratar os imigrantes indocumentados. Mas eles querem mais. “Biden fez alguns progressos que devem ser levados em consideração, mas nós precisamos de atitudes concretas, queremos um caminho para a legalização, queremos mudanças nas políticas de asilo, entre outras ações. Nós merecemos”, destaca Salas.

“Um ano mais tarde, é nítida a diferença no tratamento a indocumentados, é menos cruel, mas Biden e Kamala Harris precisam agir, está tudo muito lento”, afirma a ativista Marielena Hincapie.

Os ativistas insistem que o Senado pode ignorar o que diz a parliamentarian e aprovarem o Build Back Better Act, que beneficiaria milhares de imigrantes. “Nós estamos em um momento crucial da administração. Precisamos de apoio no governo e no Congresso, precisamos de políticos ao nosso lado. E vamos lutar por isso”. (Com informações do Border Report)