De acordo com a acusação apresentada pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ), o grupo teria movimentado dezenas de milhões de dólares em recursos ilícitos, utilizando contas bancárias no sul da Flórida, empresas de fachada e transferências financeiras estruturadas para ocultar a origem dos valores e reinseri-los no sistema financeiro formal.
Segundo informações divulgadas pela Procuradoria Federal, os acusados são Ygor Fokin Saviolli, Gabriel Cezar Menezes, João Andrade de Mello, Leandro de Ávila Gonçalves e Omar Aliperti de Mello Correa. As prisões foram realizadas em Miami e Orlando no âmbito da mesma investigação conduzida pelo FBI, com apoio de outras agências federais.
De acordo com a denúncia, os suspeitos atuavam de forma coordenada para receber grandes volumes de dinheiro ligados ao tráfico de drogas, fracionar depósitos e realizar transferências sucessivas — prática conhecida como smurfing — com o objetivo de evitar mecanismos automáticos de controle e alertas de lavagem de dinheiro.
Especialistas em combate à lavagem de dinheiro apontam que Miami permanece como um ponto estratégico para crimes financeiros ligados ao narcotráfico, devido à sua posição geográfica, à intensa circulação de capitais internacionais e à forte conexão histórica com mercados da América Latina.
