A Avelo Airlines anunciou que vai parar de operar voos de deportação para o Department of Homeland Security, encerrando também o serviço prestado ao ICE (Immigration and Customs Enforcement). A participação no programa começou em 2025 e durou menos de um ano.
Desde que o acordo com o governo se tornou público, a companhia aérea de baixo custo enfrentou protestos, boicotes e forte reação de passageiros, sindicatos dos comissários de bordo, ativistas de imigração e autoridades locais. Em Connecticut, um dos principais hubs da empresa, o prefeito Justin Elicker proibiu o uso de recursos públicos para a compra de passagens da Avelo.
A empresa afirma que a decisão foi motivada por custos elevados, complexidade operacional e falta de previsibilidade financeira. A Avelo também confirmou o fechamento da base em Mesa, no Arizona, onde estavam concentradas as operações ligadas aos voos de deportação.
Apesar da controvérsia, a companhia sustenta que a demanda por seus voos comerciais não foi afetada e atribui parte das críticas ao que chama de desinformação sobre sua atuação. Grupos de defesa dos imigrantes, por outro lado, veem o recuo como resultado direto da pressão pública, embora ressaltem que os voos de deportação continuam sendo operados por outras empresas.
