Azul e Latam vão compartilhar voos no Brasil a partir de agosto

Em meio à crise causada pela pandemia, empresas decidiram fechar parceria no mercado doméstico

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Avião da Latam se aproxima para pouso (Antonio Cruz/Agência Brasil)

As companhias aéreas Azul e Latam vão compartilhar voos – o chamado codeshare em jargão do meio aéreo – a partir de agosto dentro do Brasil. O anúncio foi feito pelas empresas na terça-feira (16).

O acordo de engloba 50 rotas domésticas para Brasília (BSB), Belo Horizonte (CNF), Recife (REC), Porto Alegre (POA), Campinas (VCP), Curitiba (CWB) e São Paulo (GRU).

“Nossa complementariedade de frota e de malha oferecerão aos clientes a mais ampla variedade de opções de viagem. Além disso, ambas as companhias aéreas têm uma história e paixão pelo atendimento ao cliente, e estamos ansiosos para mostrar isso juntos”, disse John Rodgerson, CEO da Azul.

Por sua vez, Jerome Cadier, CEO da Latam Airlines Brasil, destacou o contexto da crise da Covid-19. “Entendemos que a crise do COVID-19 exige respostas inovadoras para ajudar a impulsionar a economia da região e o anúncio de hoje faz parte de nossa contribuição para esse esforço. Com os valores compartilhados de atendimento ao cliente tanto da Azul quanto da LATAM e rotas complementares esperamos oferecer uma experiência líder do setor para clientes no Brasil”, disse.

Possibilidade de fusão

Cadier disse à CNN Brasil que uma fusão com a Azul até pode ocorrer no futuro, mas não neste momento de pandemia. Ele explicou que as negociações para uma eventual união das duas empresas são complexas e inviáveis neste momento por causa da crise, enquanto o codeshare é bem mais simples.

Segundo uma fonte do setor aéreo ouvida pela reportagem na condição de anonimato, o acordo de é como se as duas empresas estivessem “se conhecendo”, mas é um passo relevante que pode se transformar num “casamento”.

Latam, Azul e Gol chegaram a reduzir em mais de 90% sua malha aérea no início da crise do coronavírus e vêm retomando as rotas gradativamente. Uma normalização só é deve ocorrer no final do ano que vem.

Pelas regras atuais, o acordo nesse formato não precisa de aprovação prévia do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), mas o órgão regulador da defesa da concorrência pode pedir explicações se considerar necessário.

Latam, Azul e Gol negociam com o BNDES e com bancos privados um pacote de ajuda desde o início da pandemia em março. No final de maio, a Latam pediu recuperação judicial nos Estados Unidos. A unidade brasileira não foi incluída no processo. (Com informações da CNN Brasil)