Biden aperta restrição de entrada nos EUA para conter avanço da variante ômicron

Passageiros de outros países que desembarcam nos EUA  devem ter sido testados para covid-19 dentro de 24 horas antes do embarque, independentemente de seu status de vacinação

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Presidente Joe Biden (foto: Flickr)

Após a confirmação da variante ômicron em pelo menos cinco estados americanos: California, Colorado, Minnesota, New York e Hawaii, o presidente Joe Biden anunciou medidas emergenciais para conter o avanço do vírus no país. Dentre as ações comunicadas pelo presidente nesta quinta-feira (2) estão a disponibilizarão gratuita de testes covid-19 caseiros, a agilização na aplicação das doses de reforço e a exigência de teste negativo feito 24 horas antes do voo para passageiros internacionais; antes era até três dias.

Os Centers for Diease  Control (CDC) passará a exigir  que os passageiros de outros países que desembarcam nos EUA  tenham sido testados dentro de 24 horas, independentemente de seu status de vacinação. O novo requisito também se aplica a cidadãos americanos. A Casa Branca não especificou quando a medida irá entrar em vigor, mas espera-se uma atualização no início da próxima semana. 

A exigência do uso de máscara em aviões, trens e veículos de transporte público serão estendidos até 18 de março.

No caso dos testes gratuitos, as seguradoras privadas de saúde serão obrigadas a restituir os clientes pelo custo dos testes. Para as pessoas que não têm seguro, os testes caseiros serão disponibilizados gratuitamente nos postos de testagem e vacinação de cada cidade. Um total de oito testes rápidos foram aprovados pela Food and Drug Administration (FDA): BinaxNOW da Abbott Laboratories, o InteliSwab da OraSure Technologies Inc, o FlowFlex da ACON Laboratories e o teste doméstico de Ellume. Outros fabricantes incluem Quidel Corp, Becton Dickinson e Co, Celltrion Inc, iHealth Labs Inc e InBios International Inc.

O governo também pretende lançar centenas de clínicas de vacinação familiar em todo o país, começando nos estados de Washington e Novo México. As clínicas permitirão que pais, avós e filhos elegíveis recebam as vacinas iniciais e doses de reforço em um “balcão único”, disse a Casa Branca. Com informações da Reuters