A Noruega ocupa apenas a 31ª posição no ranking da Fifa e jamais passou das oitavas de final em uma Copa do Mundo. Mesmo assim, eles são os únicos que podem bater no peito e dizer que jamais perderam para a Seleção Brasileira: nos quatro confrontos na história, foram dois empates e duas vitórias dos europeus, inclusive uma no Mundial de 1998. Dito isso, o Brasil entra em campo neste domingo, em New Jersey, como o favorito para a vaga entre os oito melhores da competição. Mas o tabu é apenas um dos desafios que os comandados de Carlo Ancelotti precisarão superar.
O principal deles tem quase dois metros de altura, velocidade explosiva, faro de gol e atende pelo nome de Erling Braut Haaland. O atacante que atua no Manchester City já balançou as redes 60 vezes em 53 partidas pela seleção. Além da média superior a um gol por jogo, o craque marcou em suas últimas 13 partidas oficiais pela Noruega (cinco nesta Copa). E, mesmo garantindo que a equipe está preparada para enfrentar os pentacampeões, o artilheiro das longas madeixas loiras e cara de mau admitiu que as chances de vitória são reduzidas.
Outro fator importante para a partida é a previsão de forte calor na região do estádio: os termômetros deverão registrar temperaturas superiores a 40 graus Celsius (104 ºF), com sensação térmica ainda mais elevada quando a bola rolar… 4 da tarde no horário local. Nesse caso, é claro que as condições climáticas afetam mais os escandinavos do que os brasileiros, mas especialistas indicam que a situação compromete igualmente a precisão técnica e tomadas de decisão dos jogadores.
Não há dúvidas que a Noruega é um time taticamente organizado e disciplinado. No entanto, a equipe apresenta vulnerabilidades, provavelmente já identificadas pela comissão técnica brasileira. A defesa, por exemplo, é um dos pontos fracos dos europeus, especialmente contra adversários rápidos e com facilidade nos dribles – justamente as características principais de Vini Jr. e Rayan. Além disso, os noruegueses têm pouca tradição em Copas: o país estava há 28 anos sem conseguir a classificação para o principal torneio de seleções da Fifa e, antes de 2026, foram apenas três participações (1938, 1994 e 1998).
Depois da dramática virada nos acréscimos sobre o Japão, a Seleção Brasileira e a torcida estão com o ânimo renovado, especialmente pelo fato de o time ter mostrado resiliência para reverter o placar no segundo tempo. Ninguém espera outro resultado, que não a vitória, apesar dos desfalques de Paquetá e Raphinha. Ancelotti ainda não anunciou qual será a formação titular, mas a tendência é que ele mantenha Martinelli (autor do gol salvador contra os japoneses) como opção no banco e escale Danilo Santos no meio. E, se tudo acontecer como esperamos, o adversário das quartas de final sairá do confronto entre Inglaterra x México. Haja coração!
DROPS
- Neste mata-mata, dois confrontos semelhantes chamaram atenção: de um lado, seleções europeias (Bélgica e Inglaterra) enfrentaram seleções africanas (Senegal e Congo, respectivamente) com bem menos tradição no futebol. Até o final de ambas as partidas, o placar mostrava vitória dos “azarões”… mas, antes do apito final, belgas e ingleses conseguiram os gols que garantiram a passagem para as oitavas de final. Faltou aos africanos um pouquinho de experiência para segurar o resultado positivo, um certo espírito de “bola para o mato, pois o jogo é de campeonato”. Uma pena!
- A partida entre Brasil e Noruega vai reeditar uma das maiores rivalidades entre jogadores da Premier League: Gabriel Magalhães x Haaland. Nas partidas entre Arsenal e Manchester City, os dois sempre protagonizam lances ríspidos, provocações e muitas “faíscas”. No campeonato inglês, a vantagem do norueguês sobre o brasileiro é marcante: foram 11 jogos, com cinco vitórias de Haaland, que marcou seis gols e deu duas assistências. A nossa esperança é que, na Copa do Mundo, tudo seja diferente.
- Vamos deixar o futebol de lado um pouquinho. Depois de confirmar a vinda de Giannis Antetokounmpo, mais conhecido como “Greek Freak”, o Miami Heat pode repatriar ninguém menos do que LeBron James, que acaba de deixar o Los Angeles Lakers… estão deixando a gente sonhar!

