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Brasil perde posição no turismo dos EUA

Redução no fluxo de visitantes pode impactar varejo, hotelaria, parques temáticos e serviços voltados à comunidade brasileira, especialmente na Flórida, que recebe alto volume de turistas do Brasil.

Com dólar valorizado e exigência de visto, viajar para os EUA continua sendo um investimento alto para o brasileiro; e isso começa a aparecer nas estatísticas. Foto: Agência Brasil

O Brasil não figura entre os principais emissores de turistas aos EUA em 2025, segundo o National Travel and Tourism Office. O México liderou com 16,6 milhões de visitantes, representando mais de um quarto do total de chegadas internacionais ao país.

Com forte presença em destinos como Flórida, Nova York e Califórnia, o país enviava mais de 2 milhões de visitantes anuais antes da pandemia. A recuperação em 2023 e 2024 não garantiu lugar entre os primeiros no ranking de 2025.

O impacto vai além das estatísticas. O turista brasileiro costuma ter um dos maiores gastos médios por viagem, numa média de 4 mil dólares, impulsionando setores como varejo, hotelaria, parques temáticos e entretenimento. Em Orlando e Miami, o consumo brasileiro, historicamente, tem peso relevante na economia local.

Dólar alto, passagens caras, cenário econômico e exigência de visto estão entre os fatores por trás da queda.

Para a comunidade brasileira que vive nos EUA, qualquer redução no fluxo pode afetar negócios que dependem de visitantes, como lojas voltadas ao público do Brasil, agências de turismo, serviços de transporte e estabelecimentos que atendem em português.

Ainda que fora do topo, o Brasil segue relevante para o turismo americano. A questão é saber se o fluxo se recupera ao longo do ano ou se continuará a perder espaço em um cenário internacional cada vez mais competitivo.

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