Brasileira de Tampa é condenada por prática ilegal da advocacia

Roberta Guedes admitiu a fraude e receberá sentença em dezembro

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A brasileira deve receber uma pena de, pelo menos, dois anos de prisão (Foto: Nick Youngson – Stock Image)

Uma brasileira moradora de Tampa foi acusada de falsidade ideológica e exercício ilegal da advocacia e agora aguarda a decisão da Justiça para saber quanto tempo vai passar atrás das grades. Roberta Guedes já admitiu culpa nos processos e confessou ter representado clientes em audiências na Corte, após receber dinheiro para prestar assessoria em casos de imigração e de Direito de Família.

Roberta, de fato, graduou-se em Direito, há cinco anos, pela Stetson University, em Gulfport, na região de Tampa Bay. No entanto, ela foi reprovada duas vezes no Florida Bar Exam, a avaliação a que são submetidos os bacharéis em Direito para comprovar capacidade e conhecimentos necessários para a prática da profissão – semelhante ao Exame da Ordem dos Advogados no Brasil.

Isso, porém, não impediu a brasileira de exercer a advocacia: ela falsificou documentos de uma colega da universidade (a polonesa Agnieszka Piasecka, que foi aprovada no exame e mantém um escritório em Clearwater, FL) e passou a atender aos clientes em dois escritórios na costa oeste da Flórida. Roberta usou ainda outros documentos falsos para abrir contas em bancos e aprovar linhas de crédito. Em uma audiência em Orlando, ele chegou a se apresentar diante do juiz como sendo a colega polonesa.

As mentiras da brasileira vieram à tona quando um magistrado da Corte de Hillsborough, em Tampa, solicitou os documentos da suposta advogada. Roberta, a princípio, negou que exercesse a advocacia e afirmou que apenas prestava assessorial jurídica, como paralegal. Mas, diante das evidências, ela não teve como evitar um acordo judicial, em que foi determinada a devolução de todo o dinheiro recebido de clientes.

Além disso, há cerca de duas semanas, ela assinou um termo admitindo as acusações federais de fraude, roubo de identidade e prática ilegal da profissão. Ela vai voltar ao tribunal em dezembro para tomar conhecimento da pena, que nestes casos, segundo especialistas, deve ser de pelo menos dois anos de detenção.