Brasileiro acusa ex-mulher de trazer filho para os EUA sem seu consentimento

“Ela retirou meu filho da minha convivência e levou para os Estados Unidos sem que eu soubesse de nada”, afirma o homem, que luta na Justiça para levar a criança de volta

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Pai alega que filho foi levado sem seu consentimento (Foto Arquivo de Família)

O brasileiro Álefe Freitas está lutando na Justiça para levar de volta a Rondônia seu filho de cinco anos, que segundo ele, foi levado pela mãe para os EUA sem seu consentimento.

Em entrevista ao AcheiUSA, Álefe alega que em março deste ano a ex-companheira viajou para a Cidade do México com o filho dele, que na época tinha quatro anos, e com a filha dela de oito anos. Ele afirma que ficou cinco dias sem qualquer notícia do filho e, só quando ele chegou em território americano, a criança fez contato com o pai. “Ela agiu pelas minhas costas. Eu assinei um documento que ela me falou que era para a confecção do passaporte do meu filho. Nunca imaginei que ela o levaria para os Estados Unidos dessa forma, sem me avisar, na calada da noite”, disse.

Ele denunciou o caso à Polícia Federal, que confirmou que o filho dele saiu do Brasil com destino à Cidade do México.

Álefe disse que a mãe da ex-mulher vive em New Jersey e que ela sempre comentava que queria ir visitar a mãe. “Eu pensei que ela queria fazer o passaporte para tirar o visto de turista e ir visitar a mãe algum dia e não tirar o meu filho da minha convivência dessa forma”.

Ele afirma que tinha uma ótima convivência com a ex, que o filho passava boa parte do tempo com ele e com sua atual esposa, e para onde quer que ela levasse a criança, ela sempre avisava. “Eu nunca imaginei que ela faria isso porque sempre tivemos uma relação de amizade, até mesmo entre ela e a minha atual esposa”.

Segundo Álefe, ele conversa semanalmente com a criança por meio de vídeo, mas quer que o menino volte a morar com ele. “Se eu dia, já adulto, ele quiser ir morar nos Estados Unidos, eu posso autorizar. Mas da forma que foi eu não aceito e estou lutando para que ele volte”.

A reportagem entrou em contato com a mãe da criança, que disse por meio de nota: “não tenho interesse na veiculação dessa história, pois fere diretamente o meu direito fundamental à privacidade e também do meu filho, que é a pessoa mais afetada nessa situação”.