Brasileiro é condenado a quatro anos de prisão por crime de estelionato em New York

De acordo com o U.S. Justice Department, João Djalma Prestes Júnior e outras quatro pessoas faturaram $15 milhões por meio de golpes aplicados em empresas brasileiras

0
3540
Roberta Guedes foi condenada por fraude postal e roubo de identidade agravado (Foto: Nick Youngson – Stock Image)
Grupo criou várias empresas de fachada nos EUA (Foto: Nick Youngson – Stock Image)

João Djalma Prestes Júnior, de 48 anos, conhecido como João Pereira, foi condenado a quatro anos de prisão nesta segunda-feira (27) por aplicar golpes em empresas sediadas no Brasil. A sentença foi dada pelo juiz Jed Rakof, do Distrito Sul de New York.

De acordo com o magistrado, Pereira integrou, entre os anos 2018 e 2020, uma quadrilha de estelionatários que roubou $15 milhões de empresas brasileiras que buscavam empréstimos nos EUA atraídas pela promessa de juros subsidiados e aprovação fácil.

As outras pessoas envolvidas no esquema: Hermínio Ribeiro Dias Cruz (português), Juan Carlos Villalba (paraguaio), Rose Martins De Oliveira (brasileira), e Alex Pereira de Souto (brasileiro), estão foragidas. 

Os investigadores disseram que o grupo criou várias companhias e websites de fachada na área de New York e anunciou os empréstimos. Para obter o suposto dinheiro, as vítimas eram induzidas a pagar taxas antecipadamente.

Depois que os pagamentos iniciais foram feitos, o réu e seus co-conspiradores alegavam obstáculos com impostos americanos e davam um último golpe, antes de sumirem sem efetuar a transferência do montante prometido nem devolver o valor pago adiantado.

Os golpes foram descobertos em 2020, através de uma investigação do U.S. Postal Inspection Service (USPIS), em parceria com o gabinete da procuradora Audrey Strauss, do United States Attorney for the Southern District of New York.

O dinheiro roubado era usado para financiar o estilo de vida luxuoso do brasileiro que ostentava carro e joias caras. “Ele agora vai passar quatro anos na prisão dos EUA por esses crimes”, declarou o juiz.

Além da prisão, o réu e os procurados terão que devolver o total de $ 15.266.679,10.  Eles respondem pelos crimes de fraude eletrônica, estelionato e conspiração, e a pena máxima para este tipo de infração no país pode chegar a 20 anos de cadeia.