Imigração

Brasileiro é condenado por tráfico humano em Massachusetts

Investigação federal resultou na prisão de brasileiro que coordenava com cúmplices no Brasil e no México a entrada ilegal de estrangeiros no país

Alves e um cúmplice supostamente foram vistos em imagens de câmeras de segurança do Walmart realizando uma transferência de dinheiro para um cidadão brasileiro que foi detido ao entrar ilegalmente nos Estados Unidos (Foto: ICE.GOV)
Alves e um cúmplice supostamente foram vistos em imagens de câmeras de segurança do Walmart realizando uma transferência de dinheiro para um cidadão brasileiro que foi detido ao entrar ilegalmente nos Estados Unidos (Foto: ICE.GOV)

Um brasileiro morador de Worcester (MA) foi condenado a 30 meses de detenção e mais três anos de liberdade vigiada por pertencer a um esquema de tráfico humano que trazia ilegalmente brasileiros para os Estados Unidos, segundo o United States Attorney’s Office of Massachusetts.

Flávio Alexandre Alves, também conhecido por “Ronaldo” , de 42 anos, também foi condenado por lavagem de dinheiro e reentrada ilegal no país. Flávio já havia sido preso e deportado pelas mesmas razões em 2004, mas retornou ilegalmente ao país e retomou o esquema de tráfico humano. Depois de cumprida a pena ele estará sujeito à deportação.

A investigação que resultou na prisão e consequente condenação de Flávio começou em abril de 2022, quando agentes federais monitoraram o esquema de tráfico humano que trazia cidadãos brasileiros para os EUA via México. A investigação identificou Flávio como um operador doméstico do esquema desde 2021. De acordo com o Attorney’s Office, ele coordenava com cúmplices no Brasil e no México o transporte dos imigrantes através da fronteira, e coletava os pagamentos feitos por eles pelo transporte.

Entre outras atividades, Flávio era responsável por comprar passagens aéreas para transporte dos imigrantes que conseguissem atravessar a fronteira para diversas localidades nos EUA. Entre maio de 2021 e agosto de 2022, Flávio comprou mais de 100 passagens, originárias em Tucson (AZ) ou Phoenix (AZ), para vários destinos dentro do país, diz a investigação.

Segundo o Attorney’s Office, ele mandava dinheiro para e imigrantes e traficantes a fim de custear a entrada e a movimentação deles dentro do país. Ele ainda era o responsável por coletar os pagamentos feitos pelos imigrantes que entravam ilegalmente para custear o serviço.

Compartilhar Post: