Brasileiro procurado por homicídio em Massachusetts é preso na Flórida

Anderson Pereira, de Governador Valadares, estava sendo procurado há mais de um ano pelo suposto assassinato do marido da sua ex-esposa

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Anderson Pereira responde pela morte do libanês Zachia Charabati (foto: Reprodução)

Após mais de um ano sendo procurado pela polícia dos EUA, o mineiro Anderson Pereira, 42 anos, de Governador Valadares, foi preso em Kissimmee (Flórida), acusado de matar o libanês Zakhia Charabati, marido da sua ex-esposa.

O crime aconteceu no dia 12 de março de 2020 na cidade de Manchester, em Massachusetts. Charabati foi considerado desaparecido dois dias depois, no dia 14, após não comparecer ao trabalho sem dar explicações.

A polícia iniciou uma busca e, na época, chegou a interrogar o mineiro, que negou ter conhecimento do assunto.

Os restos mortais do libanês de 52 anos foram resgatados pelos agentes do Federal Bureau of Investigation (FBI) no dia 9 de julho, em um terreno em Methuen (MA), nas imediações de onde morava o brasileiro. Eles chegaram até o lugar graças ao GPS instalado em um relógio de pulso que a vítima usava.

Após rastrear o equipamento, os policiais encontraram, além do relógio, outros intens que pertenciam a Charabati dentro de uma caçamba abandonada. Uma câmera de vigilância instalada em um estabelecimento próximo flagrou Anderson desfazendo-se dos objetos.

“A prisão de Anderson Pereira foi resultado de uma investigação multijurisdicional sobre o desaparecimento e morte do senhor Zakhia Charabati”, declarou o Gabinete do Procurador-Geral de New Hampshire, John M. Formella, em um comunicado à imprensa.

Devido ao estado avançado de decomposição do corpo, os policiais não conseguiram identificar o que teria provocado o óbito.  Mas a motivação do crime, segundo os investigadores, seria o fato de Charabati ter pedido o divórcio de sua atual esposa, também brasileira, Flávia Charabati, após descobrir que ela o estaria traindo com o ex-marido. 

O suspeito está preso sob custódia da polícia da Flórida aguardando extradição para Massachusetts. Ele terá que responder às acusações de homicídio em primeiro grau e falsificação de provas o que, de acordo com a legislação penal do estado, pode acarretar em prisão perpétua e até pena de morte em alguns casos.