Brasileiros acusados de clonagem de cartão de crédito na Geórgia podem pegar até 30 anos de prisão

Dois homens se declararam culpados pela participação em um esquema que envolvia colocar dispositivos de leitura de cartões em caixas eletrônicos para capturar informações de clientes

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Julio-Lopes-da-Silva-e-Anderson-Santos estão presos na Geórgia
Julio-Lopes-da-Silva-e-Anderson-Santos estão presos na Geórgia

Dois brasileiros que usaram informações de contas bancárias de clientes obtidos por um dispositivo de clonagem de caixas eletrônicos assumiram a culpa em um tribunal federal no fim de janeiro.

Júlio Lopes da Silva, de 38 anos, se declarou culpado da acusação de conspirar para cometer fraude bancária, enquanto Anderson Santos, de 41 anos, se declarou culpado da uma acusação de roubo de identidade com agravantes, no Tribunal Distrital em Brunswick (GA), informou o procurador Bobby L. Christine. Silva pode ser condenado a até 30 anos de prisão, enquanto Santos tem pena obrigatória de 2 anos. Não há liberdade condicional no sistema federal de justiça.

A dupla foi presa em 3 de dezembro de 2017, em Savannah (GA), depois que a polícia vasculhou um hotel na área de Port Wentworth (GA), onde os dois estavam hospedados, e descobriu equipamentos de clonagem (skimming, em inglês) e quase $20 mil em dinheiro. Os brasileiros foram citados em um processo que inclui seis acusações pela participação em um esquema que envolvia colocar dispositivos de leitura de cartões em caixas eletrônicos para capturar informações de clientes e depois usar essas informações para codificar cartões em branco para sacar dinheiro das contas das vítimas.

Os casos foram investigados pelo Serviço Secreto dos Estados Unidos com o Departamento de Polícia de Rincon, o Departamento de Polícia de Savannah, o Departamento de Polícia de Port Wentworth, o Departamento de Polícia de Richmond Hill e o Gabinete do Procurador dos EUA.

“Esses casos demonstram o sucesso de investigações cooperativas de agências federais e locais que se uniram contra aqueles que tentaram lucrar com fraudes e roubo”, disse o promotor do Distrito Federal da Geórgia, Bobby L. Christine. “Os órgãos de segurança e promotores públicos encontrarão esses criminosos, não importando a nacionalidade, e nós os mandaremos para a prisão”. (Com informações do site Savannah Now).