Brasileiros se unem para pedir justiça pela morte de Marielle Franco

Cerca de 30 mil pessoas se reuniram em frente à Igreja da Candelária, no Rio, em um ato religioso para lembrar o sétimo dia do assassinato da vereadora e do motorista

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Manifestantes protestam contra a morte de Marielle Franco em frente ao prédio da Alerj, no Rio (Foto: Clever Felix/LDG News.
Manifestantes protestam contra a morte de Marielle Franco em frente ao prédio da Alerj, no Rio (Foto: Clever Felix/LDG News.)

Milhares de pessoas se reuniram em diferentes cidades do Brasil para pedir justiça para a vereadora Marielle Franco, do Psol, e para o motorista Anderson Gomes, assassinados no dia 14 de março no centro do Rio de Janeiro.

Cerca de 30 mil pessoas se reuniram em frente à Igreja da Candelária, no Rio, em um ato religioso para lembrar o sétimo dia do assassinato da vereadora e do motorista. Os manifestantes e familiares exigiam das autoridades agilidade na solução do crime.

“Tenho sangue nos olhos por justiça para minha irmã. Não vou descansar enquanto isso não se resolver. Sou professora, não tenho experiência política, mas sempre lutei pelos direitos humanos, assim como minha irmã”, afirmou Anielle Silva, em uma emotiva homenagem.

Anielle também desmentiu, mais uma vez, as notícias falsas divulgadas pela internet de que a vereadora tinha envolvimento com traficantes. Os boatos chegaram a ser compartilhados nas redes sociais pela desembargadora Marília Castro Neves, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, e pelo deputado federal Alberto Fraga.

“Marielle nunca foi criminosa. Nunca fomos financiadas pelo tráfico e ele nunca se casou com bandido. Eles não vão conseguir destruir tudo o que minha irmã construiu”, garantiu Anielle.

O PSOL entrou com uma representação contra a desembargadora no Conselho Nacional de Justiça, que acatou a denúncia e abriu um processo para investigar a conduta de Marília Castro Neves.

Além do Rio, milhares de pessoas foram às ruas de várias cidades do país para exigir respostas para o assassinato de Marielle e Anderson, investigado pela Polícia Civil como uma “execução”.