Brazilian Voices apresenta documentário “Quem se importa”

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Filme de diretora brasileira mostra que cada um pode fazer a diferença por um mundo melhor

No próximo dia 24, o grupo Brazilian Voices irá exibir o documentário “Who Cares?” (Quem se importa?), às 7pm, no Koubek Center, Miami Dade College (2705 SW 3rd Street, Miami). O espaço é limitado e quem quiser participar deve inscrever-se pelo site www.brazilianvoices.org

A mensagem do filme da diretora brasileira Mara Mourão é mostrar que todos podem mudar o mundo e não importa em que setor trabalham. “Essa mudança pode ser a partir da educação, saúde, meio ambiente, direitos humanos, economia, ou você pode agir a partir do setor privado, governamental ou social, o mais importante é que qualquer um pode fazer a diferença”, explica a diretora.

Para fazer o documentário, Mara foi atrás de pessoas dispostas a dedicar seu tempo a praticar o bem, no Brasil e em mais seis países. São líderes de organizações e entidades sem fins lucrativos que querem desde erradicar a miséria no planeta até dar aparato jurídico a presidiários sem condições financeiras.

Entre os brasileiros estão Eugênio Scanavino, médico responsável por um barco-hospital que atende a regiões remotas da Amazônia, e Rodrigo Baggio, da ONG Comitê para Democratização da Informática (CDI), de inclusão digital. Criativa, a realizadora recheia os depoimentos com imagens de filmes como “Koyaanisqatsi” (1982), “Estamira” (2004) e “Favela Rising” (2005) e animações, além de flagrantes dos entrevistados em plena atividade.

“Quem se importa” é um longa metragem de 93 minutos e foi filmado em sete países diferentes: Brasil, Peru, EUA, Canadá, Tanzânia, Suíça e Alemanha. Um total de 20 locações em apenas 40 dias.

O filme também conta com várias animações, além das cenas gravadas em três idiomas diferentes (português, inglês e espanhol). Tem narração de Rodrigo Santoro., direção de Mara Mourão e produção da Mamo Filmes e da Grifa Filmes.

Mara, que foi a diretora da comédia Avassaladoras, conta que decidiu fazer o filme depois que soube da repercussão do seu documentário Doutores da Alegria em 2005. “As pessoas me diziam que o documentário havia mudado suas vidas, foi aí que entendi o impacto social que o cinema pode causar”, lembra.