O governador da Califórnia, Gavin Newsom, anunciou a substituição das penas de morte de 548 condenados por prisão perpétua, sem possibilidade de liberdade condicional. A iniciativa é considerada a maior comutação coletiva de penas de morte da história dos Estados Unidos.
A medida alcança 529 homens e 19 mulheres. No entanto, 382 casos ainda precisam da aprovação da Suprema Corte da Califórnia, conforme determina a legislação estadual para condenados com mais de uma condenação por crime grave.
Newsom, que deixará o governo em janeiro, afirmou que a pena capital é incompatível com os valores da Califórnia. Ele também destacou o risco de erros judiciais, as desigualdades raciais e os custos elevados do sistema.
A última execução no estado ocorreu em 2006. Em 2019, Newsom suspendeu as execuções, mas a pena de morte continuou prevista na legislação.
O anúncio contrasta com a situação da Flórida, que executou Jesse Guardado, de 64 anos, nesta quinta-feira (5 de novembro). Foi a 19ª execução no estado em 2026, igualando o recorde anual.
A decisão de Newsom recebeu apoio de organizações de direitos civis, mas também críticas de representantes de vítimas, que questionam a alteração de sentenças determinadas pela Justiça.
