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Capa da The Economist aponta Brasil como lição de democracia

Revista britânica compara julgamento do ex-presidente à invasão do Capitólio e diz que país pode servir de exemplo para os EUA.

Capa da The Economist retrata Bolsonaro como um “Viking do Capitólio” e provoca repercussão internacional. Foto: Reprodução

A revista britânica The Economist estampou Jair Bolsonaro em sua capa da semana, retratado como um “Viking do Capitólio” com o rosto pintado de verde e amarelo. A manchete (“O que o Brasil pode ensinar aos EUA”) destaca o julgamento do ex-presidente, marcado para começar em setembro, como um momento-chave para a democracia brasileira.

No editorial, a publicação afirma que o processo contra Bolsonaro simboliza maturidade institucional e pode servir de exemplo para os Estados Unidos, país que, segundo a revista, enfrenta retrocessos ligados ao populismo, ao autoritarismo e ao protecionismo. A comparação com a invasão do Capitólio em 2021 reforça a crítica à proximidade entre os discursos de Bolsonaro e de Donald Trump.

A capa repercutiu em peso na imprensa internacional. Veículos como The New York Times, The Washington Post, Le Monde, El País e BBC reproduziram a imagem e destacaram o contraste traçado pela Economist: enquanto o Brasil julga seu ex-presidente em um processo democrático, os EUA ainda lidam com a força política de Trump e dos seus apoiadores.

No Brasil, a reação foi imediata. O Itamaraty celebrou a publicação como um “endosso insuspeito” à solidez das instituições nacionais, enquanto aliados de Bolsonaro criticaram o tom da revista.

A capa, no entanto, reforça o peso internacional do julgamento e coloca o país no centro do debate sobre como democracias devem enfrentar líderes acusados de atentar contra o sistema político.

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