Carta-bomba explode e fere uma pessoa em Paris

Atentado aconteceu na sede do Fundo Monetário Internacional (FMI) e vítima foi levada para o hospital em estado grave

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Polícia está no local investigando
Polícia está no local investigando

DA REDAÇÃO, COM O GLOBO – Uma pessoa ficou gravemente ferida nesta quinta-feira (16) ao abrir uma carta-bomba que explodiu em um escritório do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Paris. A vítima, uma assistente da direção da organização, teve queimaduras nas mãos e no rosto pelo explosivo caseiro e, segundo o governo, agora está entre a vida e a morte. O presidente francês, François Hollande, chamou o episódio de um atentado, e a França acionou o seu alerta de terrorismo.

Em sua conta no Twitter, o departamento de polícia de Paris informou que uma operação estava em andamento nos escritórios do FMI e do Banco Mundial, que foram esvaziados. A explosão não provocou danos ao edifício, onde estavam cerca de 150 funcionários, mas os relatos são de que os estilhaços chegaram ao teto. O local fica entre o Arco do Triunfo e a Torre Eiffel, dois importantes pontos turísticos da capital francesa. Não está claro quem enviou a carta.

“É um atentado. Não há outra palavra”, disse Hollande. “Devemos buscar todas as causas e encontrar os culpados. Nós o faremos com obstinação e perseverança até o fim”.

A polícia judiciária parisiense está encarregada da investigação, enquanto a polícia científica trabalha no local do atentado. O pacote havia sido endereçado ao chefe do escritório europeu do FMI, segundo fontes policiais, e, por isso, quem o abriu foi a sua assistente. Autoridades disseram à imprensa francesa que havia um cilindro preto dentro do pacote.

A chefe do FMI, Christine Lagarde, condenou a explosão e chamou o episódio de “um ato covarde de violência”.

“Eu condeno este covarde ato de violência e reafirmo a decisão do FMI de continuar a trabalhar em linha com nosso mandato. Nós estamos trabalhando de perto com as autoridades francesas para investigar este incidente e garantir a segurança dos nossos funcionários”, disse Lagarde.