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Carteira de motorista na Flórida vai mostrar se você é cidadão americano; entenda a nova lei

Governador Ron DeSantis sancionou o projeto HB 991, que traz mudanças no Código Eleitoral do estado e uma delas afeta diretamente o documento mais usado no dia a dia dos moradores

Carteira de motorista da Flórida passa a trazer identificação de cidadania ou status migratório do titular após nova lei sancionada no estado. (Foto: Florida Department of Highway Safety and Motor Vehicles)

Uma nova lei eleitoral sancionada pelo governador Ron DeSantis na Flórida já enfrenta contestação judicial logo após ser assinada. A legislação, parte do projeto HB 991, exige que eleitores comprovem cidadania americana para se registrar e votar nas eleições do estado.

Assim que o texto foi sancionado, grupos de defesa dos direitos eleitorais entraram com uma ação federal alegando que a medida cria barreiras ao voto e pode afetar milhões de eleitores.

Entre as principais mudanças, o projeto determina que o eleitor apresente documentos oficiais que comprovem a cidadania, além de um documento de identificação com foto, como carteira de motorista da Flórida ou passaporte americano. Documentos como carteiras de estudante, de associações, centros de aposentados e cartões de assistência pública deixam de ser aceitos como identificação eleitoral.

Carteira de motorista terá novo formato

Uma das mudanças mais visíveis está na carteira de motorista da Flórida. O documento passará a indicar o status de cidadania ou residência do titular, deixando essa informação explícita no próprio cartão. A carteira continua sendo uma das principais formas de identificação aceitas nas urnas do estado.

A alteração será aplicada apenas em novas emissões e renovações, sem necessidade de troca imediata. Ou seja, o dado será incluído automaticamente quando o documento for atualizado.

Segundo o governo, o objetivo é reforçar a verificação da elegibilidade eleitoral e garantir que apenas cidadãos americanos votem. Críticos afirmam que a medida pode expor dados pessoais e dificultar o acesso ao voto.

A ação judicial, movida por organizações como League of Women Voters of Florida e ACLU, argumenta que a lei viola direitos constitucionais e pode levar à exclusão indevida de eleitores aptos.

A legislação foi aprovada pela Assembleia estadual e começa a ser implementada de forma gradual, com previsão de entrada em vigor a partir de 1º de janeiro de 2027.

Com informações CBS News.

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