Casal é preso na Califórnia por manter 13 filhos acorrentados

Polícia foi alertada por uma das filhas que conseguiu escapar; autoridades confundiram filhos de até 29 anos com crianças, por causa da desnutrição

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Casal é acusado de manter os 13 filhos em cativeiro
Casal é acusado de manter os 13 filhos em cativeiro

Um casal foi preso na segunda-feira (15) acusado de manter os 13 filhos presos e até acorrentados em casa, em Perris, na Califórnia. Os filhos, com idades entre 2 e 29 anos, acorrentados, famintos e imersos na sujeira na casa dos pais.

Louise Anna Turpin e David Allen Turpin foram presos depois que uma das filhas do casal, uma jovem de 17 anos, fugiu da casa no domingo (14) e chamou a polícia. A adolescente telefonou para o serviço de emergência 911 de um celular que encontrou na residência.

A adolescente, que estava “magérrima” e parecia ter apenas dez anos, segundo a polícia, “afirmou que seus doze irmãos e irmãs eram mantidos em cativeiro na casa por seus pais, detalhando que alguns estavam acorrentados”.

Ainda não se sabe por quanto tempo os filhos foram mantidos em cativeiro.

A princípio, a polícia pensou que se tratava de 12 menores, “desnutridos e muito sujos”, mas depois percebeu que havia sete adultos, com idades entre 18 e 29 anos.

Seis das 13 vítimas (incluindo a adolescente que fugiu) eram menores, e a mais nova tinha apenas dois anos. As autoridades fixaram uma fiança de $9 milhões para os pais, denunciados por tortura, cárcere privado e por colocar os filhos em risco.

Interrogados pela polícia, os pais não puderam “dar qualquer explicação razoável sobre por que motivo mantinham os filhos acorrentados”.

As vítimas foram alimentadas e estão recebendo tratamento, enquanto os serviços de defesa da infância abriram uma investigação. Não há informações sobre o estado de saúde dos filhos do casal.

Vizinhança

Kimberly Milligan, vizinha dos Turpin, disse ao jornal “Los Angeles Times” que muitas coisas eram estranhas “naquela família”: as crianças “eram muito pálidas, tinham o olhar vazio e nunca saíam para brincar, apesar de serem numerosas”.

“Eu achava que eles estudavam em casa”, algo relativamente frequente nos Estados Unidos, acrescentou Milligan. “Sentíamos que havia algo estranho, mas não queríamos pensar mal daquela gente. (Com informações do G1).