Estados Unidos

Centenas de funcionários federais são reintegrados após cortes do DOGE

Agência pede retorno de funcionários após cortes agressivos que custaram caro aos contribuintes: alguns demitidos receberam sem trabalhar, enquanto agência enfrentava custos por imóveis.

Funcionários demitidos durante cortes do DOGE foram chamados a retornar ao trabalho, revelando falhas na gestão e custos altos para o governo. Foto: Reprodução TV

Centenas de funcionários federais que perderam seus cargos durante a onda de cortes promovida por Elon Musk estão sendo chamados de volta ao trabalho. A General Services Administration (GSA), responsável pela gestão de prédios e escritórios do governo, deu aos empregados até o final da semana para aceitar ou recusar a reintegração. Quem aceitar deve se apresentar em 6 de outubro, depois de um período de cerca de sete meses de licença remunerada, durante o qual a agência teve custos elevados para manter dezenas de imóveis, cujos contratos estavam programados para encerramento.

Segundo Chad Becker, ex-funcionário da GSA, os cortes deixaram a agência “quebrada e com equipe insuficiente” para executar funções básicas. A decisão de reintegrar os funcionários mostra que a estratégia de Musk e do Departamento de Eficiência do Governo (DOGE) “foi exagerada e apressada”, completou.

Desde março, milhares de empregados da GSA saíram da agência, e centenas foram demitidos em uma tentativa agressiva de reduzir a força de trabalho federal. Algumas dessas pessoas continuaram recebendo salário mesmo sem trabalhar, enquanto a agência enfrentava custos elevados por contratos de imóveis que não foram encerrados.

Críticos, incluindo democratas, afirmam que os cortes não geraram economia real e criaram confusão cara para os contribuintes. A GSA também foi alvo de investigação do Government Accountability Office, que deve divulgar suas conclusões nos próximos meses.

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