Chefe do departamento de Justiça dos EUA diz que “não há evidências de fraude nas eleições”

O Attorney General, William Barr, disse que apesar do trabalho do FBI para apurar as denúncias de irregularidades feitas por Trump não há "nenhum fato que mudaria o resultado das urnas"

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O Attorney General dos EUA, William Barr, concedeu entrevista à agência de notícias Associated Press (foto: flickr)
O Attorney General dos EUA, William Barr, concedeu entrevista à agência de notícias Associated Press (foto: flickr)

O Attorney General dos EUA, William Barr, literalmente a pessoa mais importante de todo o sistema judicial americano equivalente a um ministro da Justiça no Brasil, falou hoje que não há evidências de fraude nas eleições presidenciais.

Barr disse à agência de notícias Associated Press (AP) nesta terça-feira (1º) que o FBI tem trabalhado para acompanhar reclamações e informações específicas que receberam, mas não descobriram nenhum fato que mudaria o resultado das urnas. “Até agora, não vimos fraude” disse à AP.

Diante das acusações de adulteração de milhões de cédulas de votação feitas por Trump, Barr autorizou a abertura de investigação de fraude eleitoral.

Agora, o líder do departamento de justiça de Trump voltou atrás e disse que “as pessoas estavam confundindo o uso do sistema de justiça criminal federal com alegações que deveriam ser feitas em ações civis”.

Segundo ele, em primeiro lugar deve haver “uma base para acreditar que há um crime a ser investigado”.

“A maioria das reclamações de fraude é muito particularizada para um conjunto de circunstâncias ou atores, ou conduta. Não são alegações sistêmicas”, avaliou.

Os estados têm até 8 de dezembro para resolver as disputas eleitorais, incluindo as recontagens e contestações judiciais. Os membros do Colégio Eleitoral devem se reunir em 14 de dezembro para finalizar o processo e confirmar formalmente a vitória de Biden.