China suspende importação de mais duas unidades de carne processada brasileira

Em junho, antes da medida, venda do produto gerou mais de 743 milhões de dólares de receita

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O Brasil exportou mais de 172 toneladas de carne bovina em junho (Foto: Divulgação/JBS)
O Brasil exportou mais de 172 toneladas de carne bovina em junho (Foto: Divulgação/JBS)

A autoridade aduaneira da China suspendeu importações de duas unidades processadoras de carne suína do Brasil da JBS e da BRF por preocupações com a Covid-19. Até o momento, já são seis unidades de frigoríficos impedidas de exportar para o país asiático, sendo cinco embargadas pelos chineses e uma pelo Ministério da Agricultura brasileiro. O motivo: a falta de controle da doença entre os funcionários das respectivas empresas. 

Maior comprador de carne suína, bovina e de frango do Brasil, a China pediu que os exportadores de carne certifiquem globalmente que seus produtos estão livres do novo coronavírus. Para se ter uma ideia do tamanho do prejuízo, basta dizer que as exportações brasileiras de carne bovina (in natura ou processada) somaram mais de 172 toneladas em junho, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A receita de vendas destes produtos ultrapassou a marca de 743 milhões de dólares.

Estão suspensas temporariamente as importações de uma unidade da BRF em Lajeado e de uma da JBS em Três Passos, ambas no Rio Grande do Sul. A BRF informou que a fábrica de Lajeado é a primeira da companhia a ser suspensa desde o início do Covid-19. A JBS já tem duas plantas suspensas.

Em nota, a JBS afirmou que estava adotando todos os esforços para “a garantia do abastecimento e da produção de alimentos dentro dos mais elevados padrões de qualidade e segurança além da máxima proteção dos seus colaboradores”.

Já a BRF informou não ter sido notificada oficialmente sobre a suspensão da habilitação para exportações de carne suína de sua unidade de Lajeado e ressaltou desconhecer o motivo da decisão. E acrescentou já estar atuando junto às autoridades para reversão da suspensão no menor prazo possível.

Na semana passada, outros quatro frigoríficos brasileiros também tiveram a comercialização suspensa pelo governo chinês. Na ocasião, unidades da Marfrig, Minuano e Agra foram as afetadas, além da unidade já citada da JBS.