Estados Unidos

Chocolate é retirado do mercado por conter remédios em sua composição

Os produtos foram comercializados em diferentes estados americanos, principalmente no comércio eletrônico

A FDA orienta o público a interromper imediatamente o uso dos produtos afetados, e a buscar atendimento médico caso apresente sintomas incomuns (Foto: Freepik)
A FDA orienta o público a interromper imediatamente o uso dos produtos afetados, e a buscar atendimento médico caso apresente sintomas incomuns (Foto: Freepik)

A Food and Drug Administration (FDA) determinou a retirada do mercado dos produtos Gold Lion Aphrodisiac Chocolate e o Ilum Sex Chocolate, vendidos como suplementos voltados ao aumento de desempenho sexual. Análises laboratoriais confirmaram a presença de sildenafil e tadalafil, princípios ativos presentes em medicamentos de uso controlado, como o Cialis e o Viagra.

Os elementos identificados atuam como inibidores da enzima PDE-5, que são utilizados no tratamento da disfunção erétil, e podem causar efeitos adversos sérios quando ingeridos de forma inadequada. Outro ponto crítico apontado pelo órgão é o de que as propriedades não estavam declaradas nas embalagens. Na prática, consumidores foram expostos a substâncias farmacológicas sem qualquer orientação médica ou conhecimento prévio.

Os alimentos foram comercializados em diferentes estados, com forte presença no comércio eletrônico, e anunciados como alternativas “naturais” para melhora do desempenho sexual. A classificação como suplemento alimentar, no entanto, permite que esses itens cheguem ao mercado com menos exigências regulatórias do que medicamentos.

Diferentemente dos fármacos, suplementos não precisam de aprovação prévia da FDA antes da comercialização. A atuação da agência ocorre, em grande parte, de forma reativa, após denúncias, investigações ou testes laboratoriais que identifiquem irregularidades.

A ingestão involuntária de medicamentos representa um desafio adicional para o sistema de saúde. Sem saber exatamente o que foi consumido, pacientes e profissionais enfrentam dificuldades para identificar a origem de sintomas como tontura, desmaios ou alterações cardiovasculares.

Com informações do New York Post.

Compartilhar Post: