Estados Unidos

Classe média americana recorre à venda de plasma para pagar contas

Parte dos trabalhadores já incorporou a venda da fração líquida do sangue ao orçamento mensal

A chamada ‘economia do plasma’ levanta debates éticos sobre a comercialização de componentes do corpo humano (Foto: Freepik)
A chamada ‘economia do plasma’ levanta debates éticos sobre a comercialização de componentes do corpo humano (Foto: Freepik)

Em meio ao aumento do custo de vida, cresce o número de pessoas da classe média que estão vendendo o próprio plasma sanguíneo para complementar a renda e conseguir fechar o mês. O The New York Times revelou uma mudança significativa no perfil de quem recorre a esse tipo de prática. O que antes era associado a pessoas em situação de vulnerabilidade agora inclui trabalhadores com emprego fixo, como professores, profissionais da saúde e funcionários de escritório. A estimativa é que cerca de 125 mil indivíduos adotaram essa  prática.

O que mais chama atenção é que, para muitos, essa prática deixou de ser pontual. A reportagem mostra que parte dos trabalhadores já incorporou essa venda ao orçamento mensal, como uma renda fixa complementar. É uma forma de equilibrar as contas sem precisar assumir um segundo emprego formal. O processo pode ser feito até duas vezes por semana e rende, em média, entre $ 60 e $ 70 por sessão. No fim do mês, esse valor pode chegar a cerca de $ 600.

Por trás dessa prática está um mercado gigantesco. Estimativas apontam que cerca de 200 mil pessoas vendem plasma todos os dias nos EUA. O setor movimenta aproximadamente $ 4,7 bilhões por ano e corresponde a cerca de 70% da produção mundial.

Essa parte líquida do sangue atua como uma espécie de “meio de transporte” onde circulam células e substâncias essenciais para o funcionamento do corpo, e é fundamental na fabricação de medicamentos usados no tratamento de doenças graves.

Com informações do The New York Times.

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