Clinton mantém pequena vantagem sobre Trump

Últimas pesquisas antes das eleições de hoje mostram Democrata à frente na disputa pela presidência

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Democrata tem 70% de probabilidade de vitória, diz o instituto FiveThirtyEight

Uma média de três pontos percentuais separam Hillary Clinton de Donald Trump na preferência do eleitorado americano que vai hoje às urnas para escolher seu próximo presidente. Os resultados das pesquisas diferentes feitas por ABC News/Washington Post, Fox News, CBS News/New York Times e NBC News/Wall Street Journal são muito semelhantes. Apenas uma pesquisa importante, da Marist College, feita entre 1 e 3 de novembro, indica um ponto percentual de vantagem para o Republicano.

Segundo o analista do instituto de pesquisa FiveThirtyEight, Nate Silver, a margem de vitória projetada para Hillary aumentou de 2,9% para 3,5%. Ela tem hoje 70% de probabilidade de vitória, contra 65% que possuía na noite de domingo.

Mais importantes são os resultados das pesquisas em estados fundamentais para os candidatos. Nevada, North Carolina e Flórida mostram uma tendência favorável à Democrata. Na Flórida, por exemplo, as chances de vitória para Hillary passaram de 48% para 54%.

A disputa continua bastante acirrada, entretanto, e Silver disse que não se surpreenderia se o jogo virasse no dia da eleição.

A média de todos os institutos de pesquisa, calculada pelo RealClearPolitics, mostrava Clinton três pontos à frente do rival, dois a mais que uma semana atrás. O instituto prevê que Clinton já possui 203 votos no Colégio Eleitoral, contra 164 de Trump. Os restantes 171 decidirão a disputa. São necessários 270 votos para a vitória.

O analista Larry Sabato diz que Clinton possui 182 votos garantidos no Colégio Eleitoral, e Trump 154, mas prevê que a ex-secretária de Estado vai conquistar 322 votos, e Trump apenas 216. Esses votos incluem os 29 votos da Flórida, estado onde as pesquisas mais recentes indicam uma tendência favorável para a Democrata. Pennsylvania, Michigan e New Hampshire, entretanto, aproximaram-se de Trump, e o Texas consolidou-se como certo para os Republicanos.