Comunidade faz campanha para guitarrista Edgar de Almeida em sua luta contra o câncer

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O músico e compositor brasileiro Edgar de Almeida, de 53 anos, morador em Fort Pierce (FL), foi diagnosticado com câncer no cérebro recentemente. Além da quimioterapia e radioterapia, Edgar está se submetendo a um tratamento médico alternativo e, em virtude disso, a foi lançada uma campanha beneficente online (http://fundanything.com/en/campaigns/edgar-de-almeida-needs-your-help), no site FundAnything.com, cujo objetivo é arrecadar $12 mil que será destinado ao tratamento.

Músico de talento reconhecido, ele toca violão desde os oito anos de idade. Edgar já morou em Salvador (BA), New Jersey e Miami. Em Salvador, ele atuou ativamente do carnaval, tocando em trios elétricos e colaborando com artistas como Luís Caldas, Sara Jane e Trio Tapajós. Nos Estados Unidos, ele tocou e produziu o trabalho de muitos artistas locais, incluindo Nanny Assis, Arthur Lipner, Marcos Vígio, David Vieira, Vanessa Falabella, Joanna Nova York, Brazilian Music Soul e a lendária Baby do Brasil. Sua obra já foi executada em locais célebres, como o Blue Note, o B.B. King’s, Brazil Summerfest e Sounds of Brazil em Nova York. Enquanto morou no Estado Jardim, ele trabalhou com vários artistas locais, como Nani Assis, a Banda Avatar, Paul Lira, Arthur Lee, Jamur Fressato, entre outros.

Neste verão, Edgar foi diagnosticado com “Gliomablastoma Multiforme (GBM)” e foi submetido à cirurgia para a retirada do tumor. Desde então, ele tem recebido tratamentos quimioterápico e radioterápico, que visam combater a doença, mas abalam o corpo. O tratamento alternativo não é coberto por seu plano de saúde, apesar do fato de poder melhorar a qualidade de vida do paciente e até, em determinados casos, reverter o diagnóstico.

Segundo Valéria de Almeida, esposa de Edgar, o casal mudou-se para a Flórida no início de 2015 e, em agosto, o músico começou a sentir dores de cabeça constantes, tonturas e perda momentânea do movimento do lado esquerdo do corpo. No final de julho, quando Valéria estava em Brasília (DF) visitando familiares, ele sentiu-se mal novamente e, sozinho, foi ao hospital, onde exames mais detalhados revelaram o tumor no cérebro. No dia 22 de julho ele foi submetido à cirurgia de remoção do tumor e em 29 de junho recebeu alta. Desde então ele realiza diariamente, com exceção dos finais de semana, tratamento quimioterápico.

“Eles tiraram o máximo possível, pois o tumor estava localizado perto de uma área muito delicada que controla dos movimentos”, explicou Valéria ao site Brazilian Voice, acrescentando que o marido fará em ciclos 42 dias de quimioterapia e 33 dias de radioterapia, com 28 dias de descanço até março de 2016.

“Ele tem reagido bem, mas fica muito cansado todas às vezes que sai da quimioterapia. Eu me considero uma pessoa otimista e penso que tudo dará certo”, comentou ela.