Covid-19: Republicanos querem mudanças no pacote econômico de Biden

Senadores da opsição consideram que o montante de $1,9 trilhão em ajuda econômica à população proposto pelo presidente aprofundará o déficit orçamentário dos EUA

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Plano de Biden inclui pagamento direto de $1,4 mil e prorrogação do auxílio-desemprego (foto: reprodução)
Plano de Biden inclui pagamento direto de $1,4 mil aos americanos e prorrogação do auxílio-desemprego (foto: reprodução)

O presidente Joe Biden vai se encontrar nesta segunda-feira (1º de fevereiro) com um grupo de dez senadores Republicanos que irá apresentar um plano alternativo aos $ 1,9 trilhão proposto pelo novo governo para ajudar a população afetada pela pandemia.

As esperanças de um acordo bipartidário em torno do pacote de Biden são quase nulas. Os Republicanos alegam que a cifra é alta demais e aprofundará o déficit orçamentário dos EUA. É esperado que eles proponham um outro pacote com valor até três vezes menor.

O atual plano Democrata inclui envio de cheques-estímulo no valor de $1,4 mil à maioria dos americanos e prorroga o auxílio-desemprego até setembro.

 Também aumenta o salário-mínimo federal para $ 15 por hora e repassa centenas de bilhões de dólares para expandir os testes do covid-19, melhorar a distribuição das vacinas e garantir a volta das crianças às salas de aula em segurança.

Antes da reunião presencial prevista para esta segunda-feira, o grupo de senadores enviou uma carta ao presidente.  Segundo a secretária de imprensa de Biden, Jen Psaki, o encontro presencial foi proposto pela Casa Branca aos dez signatários do documento.

A correspondência direcionadaa Joe Biden não dá detalhes do que seria a contraproposta Republicana.

Diz o texto: “Observamos que bilhões de dólares do alívio COVID anterior permanecem não gastos. No mês passado, o Congresso forneceu $ 900 bilhões em recursos adicionais, e as comunidades só agora estão recebendo grande parte dessa assistência. Alguns dos gastos através da Lei CARES, aprovada em março passado, também não foram esgotados. A proposta que temos descrito está ciente desses esforços anteriores, ao mesmo tempo que reconhece as prioridades como vacinas e reabertura das escolas”.

Brian Deese, assessor econômico da Casa Branca, disse ao canal de notícias CNN que o presidente está “aberto a ideias”, mas enfatizou que sua prioridade é que se aprove o plano o quanto antes, por considerar que os mais pobres e expostos à pandemia não podem esperar.