No início de abril, o Southwest Florida Water Management District (SWFWMD) declarou nível de escassez extrema de água (Modified Phase III), o mais alto da escala, atingindo os condados de Sarasota, Manatee, Hillsborough, Pinellas, Polk e Pasco. A decisão marca um momento crítico, classificado por especialistas como uma fase de pré-racionamento, com medidas emergenciais para evitar cortes no abastecimento.
Nessas regiões, sob jurisdição do SWFWMD, moradores e empresas enfrentam regras rígidas de consumo, como restrição de horários para irrigação de jardins, redução do uso de fontes decorativas e a recomendação de que a lavagem de veículos seja feita preferencialmente em lava-jatos. Além disso, restaurantes foram orientados a servir água apenas quando solicitados pelos clientes. Essas medidas têm caráter preventivo e buscam evitar que a situação evolua para níveis ainda mais críticos.
A fiscalização foi intensificada, com aplicação imediata de multas em caso de descumprimento das regras. O objetivo é conter o consumo diante de um cenário de níveis críticos nos reservatórios.
A crise atual resulta de meses de precipitação abaixo da média, que reduziram os fluxos dos rios e diminuíram os níveis de aquíferos e reservatórios. O quadro é agravado por temperaturas elevadas, que aumentam a evaporação e reduzem ainda mais a disponibilidade hídrica.
A escassez de água eleva o risco de incêndios florestais, impacta a redução dos níveis em lagos e áreas úmidas e traz reflexos para a agricultura. A elevação dos custos dos sistemas de abastecimento também é uma das consequências da falta de chuvas.
No sul do estado, sob responsabilidade do South Florida Water Management District, o cenário é mais estável. Entretanto, especialistas alertam que, se a seca persistir, a região poderá enfrentar restrições progressivas, especialmente em áreas urbanas densas como Miami e Fort Lauderdale.
