Decisão da Suprema Corte pode ter custado caro ao país

Estudo diz que PIB americano deixa de ganhar $30 milhões por dia por atraso na reforma imigratória

0
6783
imigrantes irregulares vivendo no país geram $11,64 bilhões em impostos locais e estaduais

A decisão da Suprema Corte americana que enterrou de vez com o plano imigratório de Obama para aliviar a situação de cerca de quatro milhões de pessoas vivendo irregularmente nos Estados Unidos pode vir com uma conta salgada para o país.

Segundo um estudo do Center for American Progress (CAP), o PIB americano perde quase $30 milhões a cada dia de atraso na reforma do sistema imigratório.

Na semana passada, a Suprema Corte bloqueou um programa do governo para proteger da deportação pais e mães de cidadãos americanos ou residentes permanentes.

O estudo do CAP sugere que o programa faria com que os trabalhadores indocumentados ficassem menos vulneráveis à exploração salarial, o que aumentaria os salários em pelo menos 8,5%.

“O que faz todo sentido”, disse Philip E. Wolgin, diretor do CAP, ao site de notícias Yahoo. “Se você é autorizado a trabalhar legalmente poderá usar sua força de trabalho para outros empregadores além dos que só querem pagar por baixo dos panos.”

Com o aumento da renda, os imigrantes poderiam gastar mais em bens e serviços, e assim incrementar o PIB. Sem falar que os salários gerariam também mais impostos.

O CAP avalia que o programa derrubado pela Suprema Corte poderia ter trazido para a economia americana um crescimento de $230 milhões durante a próxima década. Além disso, um estudo do Institute on Taxation and Economic Policy descobriu este ano que, ainda que os cerca de 11 milhões de imigrantes irregulares vivendo no país gerem $11,64 bilhões em impostos locais e estaduais, esse número poderia aumentar em $2,1 bilhões com uma reforma imigratória.

Agora que os programas de Obama foram derrubados, os indocumentados podem ter de esperar anos para uma mudança na situação.

“Parece que a luta acabou para o governo Obama,” disse Randy Capps, diretor de pesquisa no Migration Policy Institute, ao Yahoo. “No ano que vem haverá um novo governo, e o nome de quem ganhar a eleição vai fazer enorme diferença.”