Desemprego nos EUA cai para 4,9% em janeiro, melhor resultado desde 2008

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Indicador mostra que economia do país vem registrando melhora e se comparando a índices pré-crise; 151 mil novos postos de trabalho foram criados em janeiro

Setor varejista manteve bom desempenho na criação de empregos em janeiro
Setor varejista manteve bom desempenho na criação de empregos em janeiro

A taxa de desemprego nos Estados Unidos caiu de 5% em dezembro de 2015 para 4,9% em janeiro, seu nível mais baixo desde fevereiro de 2008, segundo dados do Departamento do Trabalho divulgados na sexta-feira (5).

Esta modesta queda ocorreu mesmo que a criação de emprego tenha reduzido significativamente em janeiro como resultado da desaceleração da economia.

No mês passado foram criados 151.000 novos empregos, contra 262.000 em dezembro. Os analistas esperavam uma taxa de desemprego de 5% e a criação de 188.000 novos postos de trabalho. A taxa de desemprego de 4,9% representa 7,8 milhões de desempregados.

A criação de empregos se manteve no comércio varejista (58.000), no setor de bares e restaurantes (47.000) e nos serviços de saúde (37.000). Da mesma forma, a criação de novos postos de trabalho aumentou pela primeira vez em um ano no setor industrial (29.000).

Mas o setor dos serviços para empresas criou menos empregos (9.000 contra 60.000 em dezembro), enquanto que no transporte foram perdidas 20.000 vagas.

O setor de mineração, afetado pelos baixos preços, perdeu 7.000 empregos, como no mês anterior.

Economia cresceu em 2015
A economia dos Estados Unidos cresceu 2,4% em 2015, segundo dados divulgados no fim de janeiro pelo Departamento do Comércio do país. A taxa é a mesma registrada no ano anterior. Em dólares correntes, a economia do país cresceu $589,8 bilhões em 2015, para $17,937 trilhões.

O resultado veio abaixo da última estimativa do FMI, de 2,6%.

O crescimento no ano passado foi puxado pelo pela maior expansão nos gastos dos consumidores em uma década, com uma alta de 3,1% (só perde para o crescimento de 3,5% em 2005). Houve aceleração também nos gastos residenciais fixos (8,7%) e nos gastos dos governos estaduais e locais (1,4%).

Na contramão, ajudaram a conter a alta do Produto Interno Bruto (PIB) a desaceleração das exportações (1,1%, abaixo da taxa de 3,4% do ano anterior) e a aceleração das importações (alta de 5%), além de uma pequena queda nos gastos do governo federal (-0,3%).