Dólar dispara com prisão de executiva chinesa e fecha em R$ 3.87

Guerra comercial entre EUA e China está movimentado o mercado

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Prisão de Meng Wanzhou gerou desconforto entre a China e os EUA
Prisão de Meng Wanzhou gerou desconforto entre a China e os EUA

DA REDAÇÃO – Após disparar a R$ 3,94, o dólar perdeu fôlego e fechou a R$ 3,875 com alta de 0,18% na quinta-feira (6). O dia foi de aversão global ao risco após a prisão da herdeira da gigante de tecnologia chinesa Huawei, Meng Wanzhou, intensificar os temores de que a trégua da guerra comercial entre EUA e China possa estar ameaçada. No pior momento do dia, a divisa chegou a R$ 3,943. As informações são do jornal Destak e agências.

Meng Wanzhou, vice-presidente financeira da Huawei e filha do fundador da empresa, Ren Zhengfei, foi presa em Vancouver, no Canadá, a pedido dos EUA, e enfrenta uma possível extradição para os EUA por supostas violações de sanções americanas ao Irã.

A Huawei, uma das maiores fabricantes de equipamentos de telecomunicações do mundo, já enfrentou dificuldades no mercado dos EUA no passado devido a alegações de que seus equipamentos podem conter brechas de segurança que poderiam permitir um monitoramento não autorizado.

A notícia afetou as esperanças de que fossem amenizadas as tensões comerciais entre EUA e China depois da trégua de 90 dias acertada entre as partes no último sábado, durante a cúpula do G20 (grupo das 20 maiores economias do mundo), em Buenos Aires (Argentina).

“É negativo para a China e se é negativo para a China é também para os países emergentes. É dólar mais forte sugere menos exportações do Brasil”, avaliou à Reuters a estrategista de câmbio do Banco Ourinvest, Fernanda Consorte.

Outro ponto de cautela para os ativos emergentes foi a depreciação das matérias-primas, como o preço do petróleo.

Além da aversão ao risco global e preocupação com o ritmo econômico nos próximos anos, a pressão ocorre por causa da expectativa de que o corte de produção pela Opep e aliados, que deve ser definido até esta sexta-feira (7) em reunião em Viena, será modesto, insuficiente para induzir uma recuperação sustentada dos preços das matérias-primas.