Duas pessoas morrem em desabamento de prédios irregulares no Rio de Janeiro

Oito moradores foram resgatados com vida e pelo menos outros dois ainda estão entre os escombros

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Desabamento atinge dois prédios na comunidade da Muzema, na Zona Oeste do Rio — Foto Reprodução TV Globo
Desabamento atinge dois prédios na comunidade da Muzema, na Zona Oeste do Rio — Foto Reprodução TV Globo

Dois prédios construídos sem autorização da prefeitura desabaram na manhã desta sexta-feira (12) na Zona Oeste do Rio de Janeiro, deixando pelo menos dois mortos. Oito pessoas foram resgatadas com vida pelos Bombeiros e pelo menos outras duas estão entre os escombros, ainda com vida. É possível que ainda existam mais vítimas entre os destroços.

“Já fizemos contato visual e a retirada dessas pessoas [presas nos escombros] deve ser feita em breve. No momento sete pessoas foram resgatadas com vida e outras duas morreram”, disse subcomandante geral do Corpo dos Bombeiros, coronel Marcelo Gisler.

De acordo com o militar, a corporação também trabalha no escoramento dos prédios que ficam ao lado dos que caíram “para dar segurança aos bombeiros”.

Os prédios que desabaram não foram autorizados pelos órgãos fiscalizadores, segundo a prefeitura do Rio, que afirma que as obras chegaram a ser interditadas em 2018. O governo municipal diz que a região é controlada por milícias, o que dificulta a entrada de fiscais.

Em um vídeo gravado no local da tragédia, o prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB), disse que “fica uma lição”. “Quando a prefeitura notificar, multar, pelo amor de Deus, não continuem as obras porque tem risco de vida”, declarou.

A região foi uma das mais atingidas pelas chuvas dos últimos dias.

A avenida Engenheiro Souza Filho, uma das vias que dá acesso ao local, já estava interditada devido às chuvas desta semana e não havia sido liberada ainda devido ao acúmulo de lama, terra e água na região.

Os prédios que desabaram ficam dentro de um condomínio de casas e prédios no interior da comunidade da Muzema. Em vários pontos de acesso ao local da tragédia, é possível ver alagamentos e concentrações de lama que impedem a chegada de socorro ao local. No interior do condomínio também é possível ver diversas construções abandonadas ou em andamento. (Com informações do UOL)