Economia americana registra crescimento abaixo do esperado em 2015

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Fundo Monetário Internacional (FMI) esperava que país fosse registrar alta de 2,6% no Produto Interno Bruto; índice cresceu 2,4%

DA REDAÇÃO (com G1) – Os Estados Unidos vêm, sim, saindo da crise em que entraram no final de década de 2000. Tirar o pé do atoleiro, contudo, está sendo mais lento do que se esperava. A economia do país cresceu 2,4% em 2015, segundo dados divulgados na sexta-feira (29) pelo Departamento do Comércio do país. A taxa é a mesma registrada no ano anterior. Em dólares correntes, a economia do país cresceu $589,8 bilhões em 2015, chegando a $17,937 trilhões. O resultado veio abaixo da última estimativa do FMI, de 2,6%.

O crescimento no ano passado foi puxado pelo pela maior expansão nos gastos dos consumidores em uma década, com uma alta de 3,1% (só perde para o crescimento de 3,5% em 2005). Houve aceleração também nos gastos residenciais fixos (8,7%) e nos gastos dos governos estaduais e locais (1,4%). Na contramão, ajudaram a conter a alta do Produto Interno Bruto (PIB) a desaceleração das exportações (1,1%, abaixo da taxa de 3,4% do ano anterior) e a aceleração das importações (alta de 5%), além de uma pequena queda nos gastos do governo federal (-0,3%).

O mercado internacional considerou o resultado fraco, o que alimentou expectativas de que o Federal Reserve, banco central do país, seja mais lento ao elevar os juros por lá. Por isso, os índices acionários dos Estados Unidos subiram após a divulgação do resultado, segundo a Reuters.

No dia da divulgação dos resultados, o índice Dow Jones subia 1,21%, a 16.264 pontos, enquanto o S&P 500 ganhava 1,07%, a 1.914 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq avançava 1,12%, a 4.557 pontos.

Nos últimos três meses de 2015, o PIB norte-americano cresceu 0,7%, abaixo dos dois trimestres anteriores (3,9% e 2%).

Segundo o Departamento do Comércio, a desaceleração do crescimento é resultado de uma perda de fôlego dos gastos das famílias e de desacelerações nos investimentos fixos não residenciais. Também contribuíram para a perda do ímpeto da economia as exportações e os gastos dos governos estaduais e locais.