Economia mostra força e EUA criam 257 mil empregos em dezembro

Mês registrou aumento em relação a dezembro de 2014, quando menos vagas foram criadas; ‘Mercado fecha ano com vigor’, diz economista

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DA REDAÇÃO, COM REUTERS – As companhias privadas dos Estados Unidos criaram vagas de emprego em um patamar elevado em dezembro, apontando para a força implícita da economia, apesar dos sinais de que o crescimento tenha desacelerado com força no quarto trimestre.

Outros dados divulgados na quarta-feira (6) mostraram uma leve moderação na atividade do setor de serviços no mês passado. O déficit comercial dos EUA também diminuiu em novembro, com a importação caindo ao menor nível em quase cinco anos, sinalizando o enfraquecimento da demanda doméstica em meio a esforços das empresas norte-americanas de reduzir os grandes estoques.

Os relatórios de serviços e de comércio exterior se somaram a dados fracos de construção e de venda de veículos, sugerindo que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA desacelerou nos últimos três meses de 2015.

A processadora de folhas de pagamentos ADP disse que o setor privado adicionou 257 mil vagas no mês passado, o maior ganho desde dezembro de 2014, após aumento de 211 mil em novembro.

“O mercado de trabalho está terminando o ano com vigor, isso é certo”, disse Chris Rupkey, economista-chefe do MUFG financeira Union Bank em Nova York.

Entretanto, os dados da ADP tendem a superestimar os ganhos de emprego de dezembro por causa de uma particularidade da contagem de fim de ano.

Juros e Fed
A força do mercado de trabalho sugere que os fundamentos da economia continuam saudáveis, e alguns economistas dizem que isso pode manter o Federal Reserve (Fed), banco central dos EUA, no curso para elevar novamente os juros em março.

Em um relatório separado, o Instituto de Gestão de Fornecimento (ISM, na sigla em inglês) disse que seu índice não industrial caiu para 55,3% em dezembro ante leitura de 55,9% em novembro. Uma leitura acima de 50 indica expansão no vasto setor de serviços.

Em um terceiro relatório, o Departamento do Comércio disse que o déficit comercial caiu 5% para $42,4 bilhões em novembro.