Modelos de previsão oceânica e atmosférica indicam que o El Niño de 2026 e 2027 pode se tornar o mais intenso desde o início das medições instrumentais, em 1850. No Atlântico Norte, o fenômeno intensifica os ventos de altitude, conhecidos como cisalhamento do vento, um fator que inibe a formação e o fortalecimento de ciclones tropicais na tradicional bacia do Caribe.
Apesar da redução no número de casos, especialistas alertam que uma temporada numericamente mais calma não significa ausência de perigo. Isso porque as tempestades que se desenvolvem próximas à costa ainda podem alcançar intensidade devastadora antes de atingir o continente.
Outro ponto de atenção é a alteração na corrente de jato subtropical, que empurra sistemas de baixa pressão e frentes frias carregadas de umidade para o sul do país. As projeções indicam que o estado enfrentará um inverno atipicamente chuvoso, nublado e sujeito a tempestades severas.
Meteorologistas destacam que a Flórida estará exposta a um risco elevado de ressacas marinhas, erosão costeira acentuada e episódios recorrentes de inundações urbanas, resultantes da saturação do solo provocada pelas chuvas contínuas. Além disso, aumenta a probabilidade de tempestades severas acompanhadas de tornados intensos nas regiões central e sul da península.
