Elas foram destaque nas telas

Mais de 40% dos filmes de maior bilheteria em 2019 foram protagonizados por mulheres

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Brie Larson estrelou o primeiro filme da Marvel com uma mulher como protagonista/super-heroi (Foto: Divulgação – Disney)
Brie Larson estrelou o primeiro filme da Marvel com uma mulher como protagonista/super-heroi (Foto: Divulgação – Disney)

O ano foi bom para as mulheres no cinema – e para os estúdios que apostaram nelas como protagonistas das produções. Um levantamento sobre a indústria cinematográfica nos Estados Unidos mostrou que mais de 40% das maiores bilheterias de 2019 foram estreladas por mulheres, num aumento significativo em relação ao mesmo período anterior.

A explicação, segundo especialistas, é que os executivos do cinema estão sendo mais cuidadosos na hora de escolher roteiro e elenco para os filmes, a fim de evitar críticas em função de movimentos em prol da igualdade de gênero, como #MeToo e #TimesUp. “Observamos agora dois anos seguidos de avanços significativos no protagonismo feminino, o que indica o começo de uma mudança positiva na representatividade na indústria”, disse a pesquisadora Martha Lauzen, do Centro de Estudos da Mulher na Televisão e no Cinema da Universidade de San Diego, na Califórnia, que pesquisa o tema desde 2002.

Mas nem tudo é positivo nas conclusões do estudo, intitulado ‘It’s a Man’s (Celluloid) World’: embora mais filmes como ‘Captain Marvel’ (Capitã Marvel, com Brie Larson) e ‘Hustlers’ (As Golpistas, estrelado por Jennifer Lopez e Cardi B) tenham sido protagonizados por mulheres, o número de mulheres em cargos de liderança em Hollywood caiu. A pesquisa revela também que a representação de minorias étnicas por atrizes continua baixa, já que 68% das personagens femininas no último ano eram brancas.

Outro aspecto diz respeito à questão da idade. As atrizes eram normalmente mais jovens que os atores, a maioria delas na faixa entre 20 e 30 anos, enquanto a maioria dos homens foram representados com idades entre 30 e 40 anos. “E infelizmente os filmes mostram cada vez menos mulheres que atingem os 60 anos”, concluiu o relatório.