Embraer apresenta seu mais novo avião no Sul da Flórida

Empresa aeronáutica revela a família de jatos E2 e proporciona um voo panorâmico aos jornalistas convidados

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Equipe de funcionários da Embraer
Equipe de funcionários da Embraer

DA REDAÇÃO – Enquanto o mercado aeronáutico ainda aguarda novas informações a respeito da alardeada fusão entre as gigantes da aviação Boeing e Embraer, a empresa brasileira continua suas atividades normalmente – e ainda vem apresentando produtos que vêm conquistando o mercado global de aviação.

Na última quarta-feira (22), a empresa reuniu jornalistas para apresentar sua mais nova aeronave: a E 190-E2, que fez um voo panorâmico entre Fort Lauderdale e Key West para mostrar seu mais novo produto, que tem capacidade para 114 passageiros.

Gary Spulak, CEO da Embraer USA enalteceu o papel da empresa nos Estados Unidos como geradora de empregos e conquista de mercado em todas regiões do país. Aliás, as operações nos Estados Unidos formam a mais representativa fora da sede da companhia no Brasil.

Após as apresentações dos executivos, foi possível conferir as melhorias apregoadas no jato E190-E2. Realmente, o espaço entre as poltronas é confortável, o banheiro tem lavatório sem toque, fácil acesso às tomadas e conexões, bagageiro que abre para cima a fim de impedir que os passageiros batam as cabeças ao se levantar para pegar suas malas.

Entretanto, o encantador foi ver o painel do E195-E2 pilotado pelos capitães Joel Faerman e Tarcísio Brandão, pois parece um simulador destes que o pessoal joga em vídeo games. Eles voaram para o sul em direção à Florida Keys e foi possível vislumbrar as belas ilhas que formam aquela região. Enfim, com o conforto da moderna aeronave, fica mais fácil curtir a viagem aérea.

Não é à toa que os jatos da Embraer estão presentes nas frotas das principais companhias aéreas de todo mundo, sobretudo nos mercados da América do Norte e da Europa. “Na América Latina, temos mais participação no mercado de jatos menores”, destacou Souza.

Embraer nos EUA

Para se ter uma ideia da força da participação da Embraer junto aos clientes americanos nos jatos comerciais, Spulak mostrou um gráfico no qual uma em cada três aeronaves que decola do Reagan National Airport em Washington é fabricada pela Embraer na categoria de jatos de pequeno e médio porte.

A presença da Embraer no território americano é impressionante. Além da sede da empresa em Fort Lauderdale, há unidades e em outras cidades da Flórida, como Melbourne e Jacksonville (onde funciona o setor de aeronaves de defesa), e também em vários estados americanos, inclusive um escritório de representação em Washington DC.

Spulak frisou que em Melbourne está o primeiro Centro de Engenharia fora da sede da empresa, que fica em São José dos Campos.

Família E2 tem várias inovações

Após a abertura feita por Spulak, Rodrigo Silva e Souza, vice-presidente de Marketing de Aviação Comercial da Embraer, foi responsável pela apresentação sobre a família de jatos comerciais E2. A aeronave E190 E2 já está em operação, enquanto o jato E195-E2 deverá estar no mercado no próximo ano e o E175-E2 será lançado em 2021.

Segundo a previsão do Departamento de Marketing da Embraer para 20 anos, o mercado deverá ser auspicioso para jatos acima de 150 assentos. De acordo com este estudo, o crescimento anual da frota e do PIB são estímulos para a empresa aumentar ainda mais suas vendas.

Outro segmento que vem sendo ocupado pela Embraer é o de substituição de aeronaves de concorrentes. Souza citou o aumento da participação da Embraer nas duas costas. Na costa leste, Spirit Airlines tem renovado sua frota e os jatos da Embraer têm ocupado este espaço ao substituir os jatos A NEO com seus produtos. Na costa leste, Alaska Airlines tem adquirido muitos jatos, sobretudo para atender os voos que decolam e pousam nas cidades de San Diego e San Jose.

Entretanto, a grande aposta da companhia é nos jatos E2 Profit Hunter. O nome é bem apropriado, pois se trata de uma aeronave com 75% de inovação tecnológica. A mudança envolve novos motorers, sistemas de aeronaves, avionics, fuselagem, interior, asas, trem de aterrisagem, estabilizador e 4ª geração completa de Fly-By-Wire – uma tecnologia de última geração.

Segundo Souza, o menor peso e os avanços tecnológicos permitem melhor eficiência no consumo de combustível, economizando 10% em relação aos jatos dos concorrentes. Ele frisou ainda uma manutenção mais eficiente, com apenas duas visitas ao hangar – menos do que é exigido para manutenção das aeronaves fabricadas pelas outras companhias.