Escoteira vende mais de 300 caixas de biscoito em frente a loja de maconha

Menina arrecada cerca de $1,500 dólares para as Girls Scouts da Califórnia ao armar sua banca em frente a uma loja de venda legalizada da erva

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Escoteira vendeu 300 caixas em seis horas (Reprodução do Instagram)

Uma menina da Califórnia teve uma ótima ideia quando soube que o estado tinha legalizado a venda de maconha. A menina, que não foi identificada e é escoteira em San Diego, montou uma banca de venda de biscoitos na porta de uma loja que vende legalmente a erva. O resultado é que ela vendeu mais de 300 caixas de biscoito em seis horas. Segundo o The New York Times, isso representa mais de $1,500 dólares em vendas.

Trata-se de simples espírito empreendedor, já que o uso da maconha costuma ser um grande estímulo para a fome e o consumo de junk food ou biscoitos – no caso das Escoteiras (Girls Scouts). Entre os efeitos da erva está o aumento de apetite, conhecido como “larica”. A maior parte do dinheiro arrecadado vai para o clube das Escoteiras da área.

Foi bom também para Urbn Leaf, nome da loja de maconha onde a menina vendeu os biscoitos. A loja publicou uma foto da menina no seu Instagram como forma de publicidade e o post conseguiu mais de mil curtidas em poucas horas.

Nem todos os comentários ao post do Instagram foram positivos, entretanto. Alguns disseram que trata-se de um “perigo para as crianças”, enquanto outros lembravam que a menina talvez não soubesse a diferença entre uma bala de goma comum e e uma aditivada com maconha. Quem gostou argumenta que as Escoteiras geralmente armam suas bancas em frente a lojas e supermercados onde se vende álcool e tabaco, drogas tão nocivas ou piores.

A organização escoteira – Girls Scouts – não possui uma posição oficial com relação ao assunto, segundo o NYT. As meninas geralmente têm liberdade para vender seus biscoitos onde quiserem, mas há certas restrições e processos de aprovação para a armação das bancas. Um porta-voz do Girls Scouts disse ao NYT que “vender em frente a uma loja de maconha legalizada não é diferente de vender em frente a qualquer outra loja”.

O caso mostra que a legalização é mais do que uma mudança na lei, é também uma reviravolta nos costumes. Depois de um século de demonização da erva, de repente o País começa a considerar a possibiiidade de a maconha não ser simplesmente uma substância proibida, mas um produto similar à cerveja ou o vinho.

Uma pesquisa do instituto Gallup mostrou que 64% dos americanos são favoráveis a uma legalização nacional semelhante à que aconteceu na Califórnia, no Colorado e em outros seis estados.