Esgota-se o tempo para o Congresso fazer mudanças na imigração

A menos que algo excepcional aconteça, o debate se concentrará em questões como aborto, controle de armas, fundos extraordinários para apoiar a pandemia e o orçamento do ano fiscal de 2023 para evitar a paralisação do governo

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Especialistas em questões parlamentares não acreditam que assuntos de imigração entrem na pauta do Congresso (Foto: foreignpolicy.com)
Especialistas em questões parlamentares não acreditam que assuntos de imigração entrem na pauta do Congresso (Foto: foreignpolicy.com)

DA REDAÇÃO – O tempo está se esgotando no Senado para incluir mudanças na imigração que tirarão das sombras milhares ou milhões de imigrantes indocumentados.

Desde a aprovação, em 18 de março do ano passado, na Câmara dos Deputados, de dois projetos de lei que incluíam um caminho para a cidadania de cerca de 7 milhões de sonhadores, titulares do Estatuto de Proteção Temporária (TPS), trabalhadores essenciais e agricultores, os republicanos do Senado não lançaram um único voto de apoio.

E quanto aos democratas, que têm maioria graças ao voto da vice-presidente Kamala Harris (ambos os partidos têm 50 cadeiras cada), pelo menos dois senadores no poder, Kyrsten Sinema (Arizona) e Joe Manchin (Virgínia Ocidental) não estão de acordo com os planos de legalização apoiados pela Casa Branca de Joe Biden.

Entre setembro e dezembro do ano passado, a liderança democrata tentou três vezes incluir uma Emenda ao Plano de Gastos Sociais para o ano fiscal de 2022 como parte de um pacote de reconciliação. Mas os esforços, que tiveram de ser aprovados pela principal conselheira do Senado (parlamentar), Elizabeth MacDonough, foram rejeitados.

“O tempo restante na Câmara Alta para o período de 2022 é muito limitado”, disse uma fonte democrata familiarizada com o processo de negociações entre os dois partidos para alcançar um acordo bipartidário.

Os democratas não têm votos suficientes para aprovar uma mudança, nem mesmo com maioria simples (51 votos) após as posições de Sinema e Manchin.

Por enquanto, a agenda do Senado está ocupada pelas indicações do presidente tanto para cargos nos diversos órgãos do governo federal quanto para os tribunais de justiça. “E cada indicação às vezes leva dias, talvez mais de uma semana”, disse a fonte, que não está autorizada a falar com a mídia sobre o assunto.

“Somam-se outras prioridades que estão na mesa, algumas delas em caráter emergencial”, acrescentou.

Essas questões incluem direitos ao aborto e controle de armas. Este último encabeça a lista após os tiroteios mortais em Buffalo, Nova York, e Uvalde, Texas. Com informações da Univision News.