Espécie de mosquito transmissor da febre amarela reaparece na Flórida após 75 anos

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    Documentado na Flórida pela última vez em 1945, o Aedes scapularis foi encontrado novamente nos condados de Miami-Dade e Broward no ano passado, de acordo com estudo publicado no Journal of Medical Entomology.

     Nativo da América do Sul, o mosquito é considerado agressivo com os seres humanos e pode transmitir a febre amarela.

    “Este é um mosquito como os que atacam as pessoas ferozmente no Everglades”, disse ao jornal Miami Herald o control research director do condado de Miami-Dade, Chalmers Vasquez.

    Segundo Vasquez, além da febre amarela, a espécie também está relacionada a casos de encefalomielite equina, que infectou pessoas e animais em países como Brasil, Venezuela e Colômbia no início dos anos 1990.

    A espécie, de acordo com o pesquisador, foi capturada na Flórida a partir de armadilhas montadas para identificar espécies que habitam o estado. A identidade do Aedes scapularis foi confirmada por meio de sequenciamento do DNA do inseto.

    Chavez explicou que, apesar de ser “um grande picador”, o novo mosquito representa menos perigo que o Aedes aegypti, espécie da mesma família portador dos vírus da dengue e zika.

    “O Aedes aegypti é altamente adaptado às áreas urbanas. Já o Aedes scapularis não costuma viver em áreas densamente povoadas”, relatou.

    O cientista disse, ainda, que o mosquito não está bem estabelecido na região e que não há casos de transmissão de doenças causadas por sua picada.

    Ano passado, autoridades de saúde da Flórida relataram mais de 60 casos de transmissão local do vírus que causa a febre do nilo ocidental, através da picada do mosquito do gênero Culex.