Estados Unidos e China assinam primeira fase de acordo comercial

Trump disse que países estão prontos para consertar erros do passado

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Acordo assinado entre os dois países prevê cooperação bilateral em temas ligados à propriedade intelectual, moeda e produtos agrícolas (Foto: Reprodução – Youtube)
Acordo assinado entre os dois países prevê cooperação bilateral em temas ligados à propriedade intelectual, moeda e produtos agrícolas (Foto: Reprodução – Youtube)

DA REDAÇÃO – Depois de momentos tensos na relação, Estados Unidos e China finalmente assinaram, na Casa Branca, um acordo inicial para superar as diferenças relativas às disputas comerciais entre os dois países. O presidente norte-americano, Donald Trump, e o vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, usaram um tom conciliador na cerimônia de formalização do documento. A crise chegou a abalar a economia mundial nos últimos meses.

“Queremos reparar os erros do passado e proporcionar um futuro de justiça econômica e de segurança para os trabalhadores, agricultores e famílias dos Estados Unidos”, afirmou Trump. Ele chegou a apontar os antigos ocupantes do cargo como os culpados pela situação. “Entendo a posição dos chineses e não jogo a responsabilidade em cima deles. Daqui para a frente, temos que fazer tudo para que as divergências que ainda existem sejam superadas”, completou o presidente.

Liu He, por sua vez, disse que o cumprimento do acordo pelas duas potências e a cooperação bilateral “vai gerar maiores progressos”, disse o presidente chinês, acrescentando que espera que os Estados Unidos tratem as empresas da China com justiça. Ele leu uma carta do presidente chinês, Xi Jinping, defendendo o acordo e comemorando o fato de as duas potências terem conseguido resolver as suas diferenças através do diálogo.

As autoridades americanas vão iniciar os trabalhos para a segunda fase do acordo e já preveem uma terceira fase da parceria. Pelo combinado, a China compromete-se a importar um total de $ 200 bilhões em bens oriundos dos Estados Unidos, incluindo produtos agrícolas, para reduzir o déficit comercial entre os dois países.

Ao mesmo tempo, a China compromete-se a não manipular o valor da moeda e a proteger a propriedade intelectual das empresas norte-americanas, em troca de uma suspensão parcial das taxas alfandegárias impostas por Washington sobre bens importados da China.

No entanto, o acordo não anula a maior parte das taxas punitivas impostas pelos EUA sobre $ 360 bilhões de produtos importados da China e exclui reformas profundas no sistema econômico chinês, incluindo a atribuição de subsídios às empresas domésticas, enquanto as protege da competição externa.

Os Estados Unidos vão assim manter taxas alfandegárias adicionais de 25% sobre $ 250 bilhões de bens importados da China e de 7,5% sobre mais $ 120 bilhões.