Estados Unidos voltam atrás e recusam pedido do Brasil para fazer parte da OECD

Em março, Trump disse em entrevista coletiva conjunta com o presidente Bolsonaro na Casa Branca que apoiava à adesão do Brasil ao grupo de 36 membros, conhecido como “o clube dos países ricos”

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Trump e Bolsonaro em encontro do G20 no Japão em junho deste ano (Foto Alan Santos - Presidência da República)

O governo dos Estados Unidos voltou atrás e rejeitou um pedido do Brasil de fazer parta da Organization for Economic Cooperation and Development (OECD), o ‘clube dos países ricos’. O secretário de Estado Michael Pompeo rejeitou um pedido para discutir a entrada do Brasil no grupo e afirmou que Washington apenas apoia a entrada da Argentina e da Romênia. As informações são da Bloomberg.

“Os EUA continuam a preferir a ampliação a um ritmo contido que leve em conta a necessidade de pressionar por planos de governança e sucessão”, afirmou o secretário de Estado na carta.

A mensagem contradiz a posição pública dos EUA sobre o assunto. Em março, o presidente Donald Trump disse em entrevista coletiva conjunta com o presidente Jair Bolsonaro na Casa Branca que apoiava à adesão do Brasil ao grupo de 36 membros, conhecido como “o clube dos países ricos”. Em julho, o secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross, reiterou o apoio de Washington ao Brasil durante uma visita a São Paulo.

Os EUA apoiam a ampliação comedida da OECD e um eventual convite ao Brasil, mas dedicam-se primeiro ao ingresso de Argentina e Romênia, tendo em vista os esforços de reforma econômica e o compromisso com o livre mercado desses países, disse uma autoridade sênior dos EUA, que pediu para não ser identificada por não ter autorização para discutir deliberações políticas internas em público.

O endosso dos EUA à entrada brasileira na OECD no início deste ano foi um dos primeiros claros benefícios obtidos pelo estreito alinhamento de Bolsonaro com o governo Trump.  A entrada no grupo é considerada uma das principais apostas da política externa do Brasil.

A organização, fundada em 1961, diz em seu site que visa “moldar políticas que promovam prosperidade, igualdade, oportunidade e bem-estar para todos”. A adesão ao grupo tem sido ultimamente considerada um selo de qualidade para países que buscam mostrar à comunidade internacional que suas nações estão abertas ao mercado internacional. (Com informações do Globo e Bloomberg)