Estrangeiros acampam na porta do escritório do ICE em Orlando para tentar fazer check-in  

Check-in é obrigatório para imigrantes que atravessaram a fronteira e para outros casos imigratórios; democratas da Orlando pedem mais funcionários para o local

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Imigrantes acampam na porta da imigração em Orlando (Foto Yahoo News)

Dezenas de imigrantes têm passado noites em frente ao escritório do US Immigration and Customs Enforcement (ICE) em Orlando para tentar fazer check-in com os agentes. Esse check-in é obrigatório para imigrantes que atravessaram a fronteira e para outros casos imigratórios.

Na noite de domingo (1), diversos estrangeiros passaram a noite na fila, alguns com crianças, para tentar conseguir ser atendido por agentes na segunda-feira pela manhã.

Muitos imigrantes têm horários já marcados com o ICE para fazer check-in, mas não conseguem ser atendidos. “Eles marcam o check-in, mas não têm pessoas suficientes para atender os imigrantes. Meu medo é que eles digam que eu não apareci e que me deportem”, disse uma imigrante da Colômbia.  

Segundo Miquel Garcia, imigrante da Venezuela, o USCIS atende no máximo 60 pessoas por dia. Ele está em busca de uma autorização de trabalho por meio do Temporary Protection Status (TPS) concedida a venezuelanos, ucranianos, haitianos, entre outros.

Garcia atravessou a fronteira e usa uma tornozeleira eletrônica. “Preciso conseguir autorização de trabalho para conseguir construir a minha vida nos EUA”, disse.

Voluntários têm se revezado para levar água e comida aos imigrantes que passam as noites na fila. “É triste ver tantas crianças no relento com seus pais nessa fila, em busca de uma chance para viver legalmente nos EUA”, disse um voluntário.

Para tentar minimizar o problema, os deputados Darren Soto e Stephanie Murphy, de Orlando, enviaram uma carta ao presidente Joe Biden pedindo mais funcionários para o posto de Orlando.

“Os serviços estão atrasados devido à pandemia e temos um atraso significativo. Precisamos de mais funcionários para atender esses venezuelanos, afegãos e ucranianos que precisam da autorização de trabalho”, disse Soto na carta.