Estudantes brasileiros barrados nos EUA pedem ajuda ao Itamaraty

Cerca de 10 mil alunos brasileiros de diversas instituições de ensino americanas estão impedidos de retornar às aulas por causa das restrições impostas pela pandemia

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Universidade de Evansville, em Indiana, é uma das instituições que recebem alunos brasileiros

As restrições impostas pelo governo Trump à entrada de brasileiros no País prejudicaram cerca de 10 mil alunos brasileiros, que estão impedidos de retornar aos EUA para as aulas presenciais nas instituições de ensino americanas.

Desde o dia 24 de maio, brasileiros estão impedidos de entrar nos EUA por causa da pandemia de covid-19. As exceções são indivíduos com dupla nacionalidade, portadores de green cards ou parentes diretos deles.

Dos cerca de 20 mil brasileiros que estudam nos EUA, vários viajaram para o Brasil para ficarem mais perto da família durante as restrições impostas pelo combate à doença. Agora, muitos deles não conseguem retornar.

Dan Seton, estudante de Administração e Marketing da University of Evansville, em Indiana, é um desses prejudicados. Em entrevista ao portal de notícias UOL, Seton, que lidera um grupo que cobra do governo brasileiro alguma medida que os ajude, disse que os estudantes europeus foram isentos da restrição, e pediu que o governo brasileiro interceda pela mesma isenção. “Estudantes internacionais de todos os países devem estar isentos das restrições de viagem. Nosso governo sempre diz que tem uma boa relação com  o governo de lá [americano]”, disse o estudante, que mora em Maceió, em Alagoas.

Em nota, o Itamaraty (Ministério das Relações Exteriores do Brasil) informou que acompanha de perto o problema, mas que a autorização de entrada é “prerrogativa soberana das autoridades imigratórias do respectivo país.”