EUA planejam dobrar o número de países na lista de restrições imigratórias

Trump confirma que quer incluir mais sete nações na lista

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Trump, em Davos, disse que a segurança dos EUA está em primeiro lugar (Foto: reprodução da TV – CNN)
Trump, em Davos, disse que a segurança dos EUA está em primeiro lugar (Foto: reprodução da TV – CNN)

Com o argumento de que pretende garantir a segurança dos americanos, o presidente Donald Trump confirmou que seu governo pretende anunciar, em breve, a incorporação de mais sete países à lista de restrições imigratórias, que impede que seus cidadãos entrem na América. A proibição já está em vigor e aprovada pelo Supremo Tribunal de Justiça para sete países: Irã, Líbia, Somália, Síria, Iêmen, Venezuela e Coreia do Norte. O objetivo é dobrar o número de nações, incluindo na relação Bielorrússia, Mianmar, Eritreia, Quirguistão, Nigéria, Sudão e Tanzânia.

“Com tudo o que está acontecendo no mundo, precisamos garantir a segurança ao nosso país e nossa gente “, disse Trump em Davos, na Suíça. O presidente não bateu ao martelo quanto às novas sete nações da lista, mas reiterou que estes países estariam também proibidos de participar do programa de vistos de diversidade (DV), popularmente conhecido como Loteria dos Vistos.

Há pouco mais de um ano, a Suprema Corte validou a decisão da Casa Branca e manteve o veto estabelecido por Trump. Os opositores ao governo criticaram a política de imigração de Trump e lamentaram a “perigosa decisão” da Corte mais importante do país, contrariando os valores americanos. “Não importa quantas vezes o presidente reescreva sua proibição muçulmana anti-EUA, isso não significa isso mudará o fato de que essa injustiça histórica é imoral”, disse a presidente da Câmara dos Deputados Democrata, Nancy Pelosi, naquela ocasião.