Exército chinês diz que guerra contra os Estados Unidos está virando “uma realidade prática”

Relações de Trump com Taiwan e ameaça de bloqueio naval no Mar da China podem levar os dois países à guerra

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Mar da China vive tensão por causa de ilhas artificiais criadas por chineses

Uma guerra contra os EUA de Donald Trump não é “apenas um slogan”, mas já está se tornando uma “realidade prática”, disse um militar do alto escalão no website do exército chinês, People’s Liberation Army, e publicada no jornal South China Morning Post, aparentemente em resposta à retórica agressiva do novo governo americano com relação à China.

A declaração reflete a visão interna do Comitê Central Militar, que comanda as forças armadas chinesas, segundo o jornal inglês The Independent.

O oficial do Comitê de Defesa do Departamento de Mobilização declarou que uma guerra “durante o mandato do presidente ou começando esta noite não são apenas slogans, mas estão se tornando uma realidade prática”.

O militar pregou também um reforço na militarização nas áreas dos mares Sul e Leste da China, onde já há uma grande tensão. O EUA devem reconsiderar também sua estratégia na Ásia e no Pacífico, disse ainda o militar no jornal chinês.

Trump e membros de seu governo têm demonstrado linha-dura com a China. O presidente afirmou que o país é um “manipulador de câmbio” e o acusou de usar táticas comerciais indevidas.

O mais preocupante em termos de segurança, contudo, foi o fato de Trump ignorar a política americana de “uma só China”, relacionando-se com o presidente de Taiwan, atitude que foi interpretada como uma provocação ao governo de Pequim. A China não considera Taiwan como um país soberano e alega que a ilha é seu território, demanda que há décadas vinha sido respeitada pelos EUA.

O secretário de Estado, Rex Tillerson, defende um bloqueio naval às ilhas artificiais chinesas no Mar da China Sul, o que poderia ser interpretado como um ato de guerra por Pequim.

Outra pista de que a China está se preparando para um conflito de grandes proporções foi a movimentação, não confirmada, de mísseis intercontinentais de longo alcance para a costa leste chinesa, de onde podem alcançar os EUA.