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Falha em sistema da Latam expõe dados de clientes e de seus cartões

Segundo a empresa, foram adotadas medidas de contenção e reforço da segurança cibernética assim que o problema foi identificado

O incidente aconteceu em 29 de julho, mas só foi divulgado pela empresa na quarta-feira (19). O número exato de pessoas afetadas, no entanto, não foi informado (Foto: Freepik)
O incidente aconteceu em 29 de julho, mas só foi divulgado pela empresa na quarta-feira (19). O número exato de pessoas afetadas, no entanto, não foi informado (Foto: Freepik)

Uma vulnerabilidade em um dos sistemas da Latam permitiu que pessoas não autorizadas consultassem dados pessoais de clientes e parte das informações relacionadas ao programa de fidelidade da companhia. Segundo a empresa, foram adotadas medidas de contenção e reforço da segurança cibernética assim que o problema foi identificado.

A companhia aérea também afirmou que mantém processos contínuos de avaliação e aprimoramento de seus sistemas e controles de proteção, e que notificou a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), além dos clientes potencialmente impactados.

Entre as informações que podem ter ficado acessíveis estão os registros cadastrais dos participantes do Latam Pass, tais como nome, data de nascimento, endereço, telefone, e-mail, número de associado, categoria do cliente, saldo de milhas e pontos qualificáveis. Detalhes parciais de cartões, como sua validade, os primeiros e os últimos dígitos, a bandeira e o nome do titular também ficaram expostos.

O vazamento aumenta o risco de golpes e tentativas de fraude, uma vez que registros cadastrais combinados com informações sobre o relacionamento com o cliente podem ser utilizados para simular comunicações oficiais de empresas e bancos. Até o momento, não há indicação de que códigos de segurança dos cartões ou senhas tenham sido comprometidos.

O caso também chama atenção por não ser a primeira ocorrência desse tipo envolvendo a companhia. Segundo levantamento feito pelo jornal Folha de S.Paulo, em 2021, um ataque contra o sistema da SITA, fornecedora de tecnologia para o setor aéreo, permitiu que hackers tivessem acesso a dados de clientes do programa de relacionamento, como nome, número de associado e categoria. Os registros ficaram expostos por 22 dias.

Outro episódio, em 2019, apontou vulnerabilidades no sistema de entretenimento Latam Play e permitiu até a instalação de malware em dispositivos conectados por meio do aplicativo.

Com informações do InfoMoney, Folha de S.Paulo e UOL.

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